Ribeiro e Castro propõe que 10 de junho seja móvel

O deputado do CDS Ribeiro e Castro propôs hoje que o feriado da Restauração da Independência seja mantido e que o 10 de Junho passe a ser móvel, argumentando que o primeiro é o feriado nacional civil mais importante.

"Estou em desacordo com a possível eliminação do feriado nacional do 1.º Dezembro que, celebrando o valor coletivo da independência nacional e a nossa própria existência como Estado soberano, é o mais importante dos feriados civis e o mais alto dos feriados patrióticos", escreve Ribeiro e Castro, numa carta enviada à comissão parlamentar de Trabalho, a quem compete fazer a discussão do acordo de concertação social assinado em janeiro e onde está prevista a eliminação de quatro feriados, dois religiosos e dois civis.

O deputado diz que "todavia" compreende "a necessidade de uma resposta política à questão económica e social dos feriados" e por isso sugere uma alternativa, embora defenda que a melhor solução seria acabar com as pontes.

Assim, Ribeiro e Castro propõe que o 10 de Junho (Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas) passe a ser móvel e se celebre no segundo domingo do mesmo mês.

O deputado defende que este feriado celebra "a portugalidade, a universalidade portuguesa" e que a forma de ser celebrado universalmente é envolvendo as comunidades portuguesas no mundo que, aliás, já o fazem, mas no fim de semana seguinte ou mais próximo da data.

Seria uma forma de manter essa celebração de "valores da maior relevância coletiva" em Portugal "em linha com os portugueses de todo o mundo", afirma.

No mesmo texto, Ribeiro e Castro destaca que o 10 de Junho nem sempre foi o Dia de Portugal e que existem "imprecisões" relativamente à data da morte de Camões, sendo este feriado "uma data política".

Já o 1.º de Dezembro é o mais antigo dos feriados civis, contrapõe, argumentando ainda que num contexto de intervenção estrangeira para equilibrar as contas públicas, este não é o momento para "atingir e ferir" o "valor e o espírito da independência nacional".

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