Ribeiro e Castro preferiria acabar com pontes

O deputado centrista Ribeiro e Castro disse hoje estar surpreendido e em "profunda divergência" com a decisão do Governo de eliminar os feriados de 5 de Outubro e 1 de Dezembro, lamentando que o Parlamento não tenha sido ouvido.

"Eu, face ao que foi anunciado ontem, sinto uma grande surpresa, estou como o doutor Mário Soares, também me custa muito a engolir que se acabe com o feriado da independência nacional, o 1.º de Dezembro", declarou José Ribeiro e Castro à agência Lusa.

O parlamentar do CDS-PP adiantou estar "em reflexão" e admitiu tomar iniciativas sobre o tema, referindo que desde que surgiram as primeiras notícias sobre a necessidade de acabar com alguns feriados fez "diligências para que houvesse um debate alargado".

"Convém ouvir os deputados antes de se tomar uma decisão que depois eles vão ter de defender," ironizou.

Ribeiro e Castro, também presidente da Comissão Parlamentar de Educação, frisou que está de acordo com "os objetivos" e a necessidade de "ganhar competitividade", mas defendeu que "há outras alternativas", como "acabar com as pontes".

"O dia 1 de dezembro é o feriado mais antigo de Portugal", disse, notando que o feriado da Restauração da Independência, em 1640, é celebrado desde o século XIX, e sugerindo que o Dia de Portugal, assinalado a 10 de junho, poderia ser transferido para esta data.

Ribeiro e Castro referiu que o 10 de junho só começou a ser festejado como Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades em 1978 - no Estado Novo era celebrado como o Dia da Raça.

"O dia de Portugal devia ser o dia 01 de dezembro, tal como acontece na maior parte dos países da União Europeia", que assinalam o feriado do país na data da sua independência, notou.

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