Ribeiro e Castro diz que regresso aos mercados foi "movimento de mestre" de Gaspar

O ex-líder do CDS-PP e deputado Ribeiro e Castro qualificou hoje de "movimento de mestre" do ministro das Finanças a extensão dos prazos de empréstimos e o regresso aos mercados, fruto do "muito esforço, perseverança e rigor".

"Aquilo a que assistimos foi a um movimento de mestre por parte do Governo português e, em particular, do ministro das Finanças, Vítor Gaspar", afirmou Ribeiro e Castro à Lusa, referindo-se "quer ao pedido de extensão dos prazos de empréstimos, que recebeu prontamente respostas positivas das instituições europeias, quer à confirmação do regresso aos mercados da dívida de longo prazo, aproveitando as condições favoráveis geradas".

Para o antigo líder democrata-cristão, "há coisas que só resultam na altura certa" e "foi o caso".

"Esta era a altura certa, mais cedo até do que poderíamos esperar. E esta altura certa só pôde acontecer porque foi devidamente preparada com muito esforço, perseverança e rigor pelo Governo e pelas Finanças", afirmou.

Segundo o deputado democrata-cristão, "é provável que o êxito de ambos estes movimentos do Governo, em particular, o sucesso da colocação de dívida em níveis superiores ao previsto, resulte ainda num reforço adicional do prestígio financeiro do país, a nível externo e junto dos agentes económicos mais relevantes".

"A reação pública do PS foi sonora e atabalhoada, confirmando, afinal, por isso mesmo, o acerto do Governo e do ministro das Finanças. É uma reação que, por um lado, confirma como eram completamente disparatadas as apreciações e recomendações que os socialistas foram fazendo ao longo dos últimos meses neste domínio", defendeu.

Ribeiro e Castro considerou, que, por outro lado, a reação dos socialistas, "esconde um aplauso implícito ao Governo e ao seu sucesso nestas duas frentes".

"Compreende-se que, por 'partidarite', os socialistas não possam e não queiram verbalizar esse aplauso, mas objetivamente não podem deixar de reconhecer o êxito evidente do Governo e do primeiro-ministro", afirmou.

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, que é presidente do CDS-PP, disse hoje que o pedido de Portugal para obter melhores condições de pagamento do empréstimo à 'troika' foi "a decisão certa, no momento certo e com a companhia certa".

Na segunda-feira, o ministro das Finanças português disse, em Bruxelas, que pediu aos ministros das Finanças da zona euro (Eurogrupo) a extensão dos prazos de maturidade dos empréstimos a Portugal, de modo a facilitar o regresso aos mercados, afirmando ter a "expectativa fundada" do apoio dos seus parceiros do euro.

Vítor Gaspar indicou, na altura, que sublinhou, perante os seus homólogos, o facto de Portugal ser um país "que cumpriu e que cumpre" os seus compromissos do programa de ajustamento, e que a "forte capacidade de execução" permite que o país esteja agora "prestes a poder realizar emissões no mercado primário de obrigações".

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