Reunião de Passos com Portas durou hora e meia

O encontro entre o presidente do PSD e primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e o presidente do CDS-PP e ministro demissionário, Paulo Portas, realizou-se esta noite em São Bento, Lisboa, e durou cerca de hora e meia.

A comissão executiva do CDS-PP mandatou o presidente do partido, Paulo Portas, para reunir com o líder do PSD, Passos Coelho, e encontrarem "uma solução viável para a governação em Portugal", anunciou Luís Queiró.

Uma das conclusões da reunião da comissão executiva que decorreu na sede do CDS-PP, em Lisboa, foi "mandatar o presidente do partido no sentido de, com a máxima brevidade, reunir com o líder do PSD, para, em conjunto, definirem as circunstâncias que garantam uma solução viável para a governação de Portugal".

"É essencial no âmbito desse esforço garantir a utilidade efetiva do contributo do CDS no quadro da definição das políticas da maioria", defendeu o presidente da Mesa do Congresso do CDS-PP, Luís Queiró, que não respondeu a perguntas, não esclarecendo se Paulo Portas permanece na liderança do partido. Na sua declaração inicial, Queiró refere que a comissão executiva teve em conta "a natureza irrevogável" da decisão de Paulo Portas de deixar o Governo.

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, apresentou na terça-feira o seu pedido de demissão ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, uma decisão que classificou como "irrevogável" e que justificou com a discordância na escolha de Maria Luís Albuquerque para a pasta das Finanças, depois da saída de Vitor Gaspar, na segunda-feira.

Na terça-feira à noite, numa declaração ao país, Pedro Passos Coelho anunciou que tenciona manter-se como primeiro-ministro e disse que seria "precipitado" aceitar de imediato o pedido de demissão de Paulo Portas, pelo que não propôs a exoneração do ministro dos Negócios Estrangeiros ao Presidente da República.

Pedro Passos Coelho comunicou ainda a intenção de esclarecer as condições de apoio político ao Governo de coligação com o CDS-PP e o sentido da demissão do ministro Paulo Portas.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG