Relvas refugia-se em deliberação de técnicos

O ministro ouvido na Comissão de Ética insistiu nas conclusões dos técnicos da ERC: "Fui ilibado em toda a linha", disse várias vezes em resposta aos deputados

"Considero que o processo está encerrado", afirmou esta manhã Miguel Relvas na audição pedida pelo PS sobre o caso das ameaças ao jornal Público, refugiando-se na deliberação da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), que disse ter sido feita por técnicos.

"Quero lembrar a alguns que agora põem em causa a ERC, que antes a louvavam, que quem elaborou o relatório foram os técnicos. Esta deliberação não foi elaborada pelo poder político", respondeu ao deputado socialista Manuel Seabra. Depois diria uma frase que repetiria praticamente em resposta a todos os deputados que o questionaram: "Fui ilibado em toda a linha."

O socialista Filipe Neto Brandão defendeu que a "linha" do ministro "devia ser curta" porque a deliberação da ERC sublinhava que o comportamento de Relvas "poderá ser objeto de um juízo negativo no plano ético e institucional". Os deputados do PCP e do Bloco, António Filipe e Catarina Martins, respetivamente, sublinharam este parágrafo para defender que cabia esse papel ao Parlamento.

"O processo poderia ter sido mais rápido, teria sido melhor para todos. Mas a deliberação afasta qualquer suspeita sobre a minha conduta", defendeu-se Miguel Relvas.

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