Relvas é um "problema de reputação" para o Governo

O presidente do Conselho Nacional do CDS-PP disse, em entrevista à SIC Notícias, esperar que o caso Relvas seja "passageiros", mas que está a afetar a "reputação do Governo". Pires de Lima referiu ainda que falta coordenação política ao Executivo de Passos Coelho e sugere um aumento do número de ministérios.

"O dr. Miguel Relvas representa neste momento um problema de reputação para o próprio Governo. Tem a sua reputação afetada, como por vezes acontece com as empresas. Espero que isto seja passageiro, espero que o dr. Miguel Relvas, até porque é um elemento muito importante do Governo e representa em muitas matérias um lado reformista do Governo, espero que ele consiga recuperar", afirmou Pires de Lima.

Caso a polémica em torno de Relvas continue a arrastar-se, o centrista aconselha Passos Coelho a tomar medidas. "Se esta nuvem não for uma nuvem passageira, como dizia uma velha canção de uma telenovela, acho que o primeiro-ministro não pode permitir que este caso de reputação acabe por contaminar o próprio Governo e, acima de tudo, a reputação do primeiro-ministro".

Fazendo uma análise ao trabalho do Executivo, Pires de Lima refere que há um problema de capacidade e coordenação política. "Mais do que as pessoas e dos nomes, entendo que todos eles merecem continuar, e era bom que continuassem no Governo nos próximos anos, acho que a orgânica do Governo poderia ser melhorada. Acho que falta uma capacidade política e de coordenação política no Governo, acho que o dr. Miguel Relvas, independentemente dos problemas que agora tem, tem uma pasta gigantesca".

E, segundo o gestor, a solução poderá passar por uma remodelação da orgânica do Governo. "Independentemente das pessoas estarem a fazer um excelente trabalho, ou um bom trabalho, ou um adequado trabalho - essa avaliação tem que ser feita pelo primeiro-ministro - valia a pena colher as lições ao longo deste último ano e três meses. Eu também não sou obsessivo relativamente a esta ideia de ter um Governo com apenas onze ministros. Se se provar que é preferível para o país o Governo ter 13 ou 14 ministérios, essa correção quanto mais cedo se fizer, melhor para todos".

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