Reforma tem de defender Estado social, diz Seguro

Líder socialista defende "nova forma de fazer política respeitando os compromissos, honrando as promessas eleitorais", numa síntese da moção, que será divulgada hoje

António José Seguro revela hoje o texto da sua moção ao Congresso do PS que segue as linhas essenciais do "Documento de Coimbra", o texto que saiu da Comissão Nacional do partido, a 10 de fevereiro, em que o secretário-geral socialista acolheu contributos de militantes, como António Costa.

Numa síntese da moção, a que o DN teve acesso, Seguro defende uma "reforma do Estado", que é "completamente diferente dos corte de quatro mil milhões de euros como quer o Governo" e "deve servir para defender o Estado Social". No documento são identificadas oito áreas para essa defesa, com a defesa da escola pública e do Serviço Nacional de Saúde (SNS), "património maior do PS".

Para o líder socialista, a escola pública deve afirmar-se como "espaço de oportunidades e direitos para todos", enquanto que o SNS tem de garantir a "universalidade e equidade" no seu acesso. Afirma o texto, segundo a referida síntese, que ao Estado cabe "o papel estratégico" na separação dos sectores público, privado e social.

No documento, Seguro defende também que a Segurança Social enfrente os desafios da evolução demográfica e ataque problemas como a pobreza nas crianças.

O secretário-geral socialista deixa ainda uma profissão de fé, garantindo que quer "uma nova forma de fazer política respeitando os compromissos, honrando as promessas eleitorais, separando a governação pública dos negócios privados, transparência e exercendo a governação em respeito e em diálogo com os portugueses".

O texto completo da moção, que se chama "Portugal tem futuro", será disponibilizado ainda esta sexta-feira no site do partido.

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