"Reforma do Estado, neste momento, é muito mais difícil"

O ex-ministro das Finanças afirma que é mais difícil concretizar hoje, após dois anos e meio de governação, os pontos elencados no guião de Paulo Portas, devido aos cortes já feitos pelo Executivo, "mais ou menos arbitrários, e à "violação sistemática do princípio da confiança" que introduz variável de incerteza para o futuro.

Em entrevista n'O Estado da Nação, programa conduzido por João Marcelino, diretor do DN, e Paulo Baldaia, diretor da TSF, António Bagão Félix escolheu abordar, além da atualidade, as questões éticas e o futuro do Estado social, defendendo que o Estado social deve ser "possibilitador", mas não "totalizante". Afirma que a razão das dificuldades do sistema de pensões, hoje, não é a diminuição dos nascimentos, mas o elevado desemprego que tem forte impacto nas contas públicas.

Sugere que o guião da reforma do Estado é "uma espécie de memorando de entendimento doméstico, interno", que PS, PSD e CDS deverão adotar no pós-troika, sublinhando que o futuro do País passará, certamente, por uma solução de Governo que inclua os três partidos.

Refere que o Tribunal Constitucional está numa posição difícil, mas não deve deixar de ter em conta as circunstâncias que o País vive. Sobre as presidenciais, coloca-se fora da corrida, mas afirma que Marcelo Rebelo de Sousa, à direita, e António Guterres, à esquerda, são "candidatos naturais" a Belém.

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