"Quem não estiver preocupado está distraído", diz Jerónimo

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, afirmou hoje, no Porto, que "quem não estiver preocupado está distraído", sobre a situação do país, defendendo ser necessário não perder a esperança.

Questionado sobre a evolução do país desde a morte do antigo dirigente do PCP Álvaro Cunhal, Jerónimo de Sousa classificou-a como "negativa".

"Álvaro Cunhal tinha uma expressão que hoje está muito atual: grandes perigos convivem com grandes potencialidades", recordou.

O secretário-geral do PCP entende que "há razões para estarmos preocupados", e acrescentou: "Mas não percamos este sentido da esperança, de confiança, particularmente no povo português, porque sempre em alturas de crise, sempre em alturas dramáticas da nossa história coletiva, foi sempre o povo quem encaminhou as coisas".

O comunista, que esta tarde inaugurou a exposição "Álvaro Cunhal - Vida, Pensamento e Luta: Exemplo que se projeta na atualidade e no futuro", na Alfândega do Porto, onde fica patente até ao dia 15 de dezembro, recordou a "figura ímpar" de Cunhal, "um revolucionário de corpo inteiro".

O PCP, disse, "não seria o que é, com as suas características e identidade, sem o contributo de Álvaro Cunhal, nem Álvaro Cunhal seria o que foi sem este partido".

"Álvaro Cunhal dedicou toda a sua vida à solução dos problemas da sociedade portuguesa e à concretização de um projeto de desenvolvimento ao serviço do país e do povo, por uma sociedade nova e pela independência nacional", frisou.

Para Jerónimo de Sousa, a exposição agora inaugurada dá testemunho de "um imenso legado" deixado por Cunhal.

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