PS/Gaia critica discurso "oportunista" de Abreu Amorim

O candidato do PS à Câmara de Gaia, Eduardo Vítor, classificou hoje de "oportunista" e "esquizofrénico" o discurso do seu opositor e vice-presidente da bancada do PSD Carlos Abreu Amorim e defendeu que este "deve demitir-se".

"Este discurso completamente inócuo e contraditório e oportunista merece-me a maior das censuras". Se "o dr. Amorim está assim tão indisposto com a ação do ministro Gaspar, ele só tem uma coisa a fazer: é demitir-se da vice-presidência da bancada porque é a direção da bancada que suporta o Governo, e tem essa obrigação de lealdade com o Governo", afirmou à Lusa.

O socialista Eduardo Vítor Rodrigues reagiu desta forma às declarações de Carlos Abreu Amorim, também candidato à Câmara de Gaia, que na sexta-feira defendeu que "o tempo político de Vítor Gaspar terminou" e que o governo deve ponderar a substituição do ministro das Finanças.

Perante as declarações, Eduardo Vítor considera que o Abreu Amorim deve "demitir-se da vice-presidência da bancada e, se não mesmo, demitir-se da Assembleia da República porque não podemos ter eleitos na AR que dizem uma coisa e fazem outra, porque é isso que tem descredibilizado a política e tem descredibilizado os partidos".

O socialista afirmou que o discurso do deputado foi de "um oportunismo atroz porque o candidato do PSD durante os cinco dias da semana em que está na Assembleia da República vota, umas atrás das outras, as propostas do ministro Vítor Gaspar".

"Entretanto começa a perceber que as coisas estão a correr-lhe mal em Vila Nova de Gaia e resolveu, numa lógica de grande esquizofrenia, dizer o contrário daquilo que tem andado a dizer nos outros cinco dias da semana", acrescentou.

Eduardo Vítor salientou ainda ter sido um "um discurso de desespero face à evolução da campanha política" em Gaia onde Abreu Amorim "conseguiu a proeza de dividir completamente o PSD e o CDS, fazendo gerar um candidato independente -- José Guilherme Aguiar -- pelo descontentamento que uma vasta ala do PSD tem relativamente à sua candidatura".

"A única coisa que lhe resta é dizer estas coisas populistas, de um populismo radical apenas para conseguir uma maior notoriedade", assinalou, alvitrando que "um dia destes ele vai estar a dizer mal de Menezes [presidente da câmara de Gaia] se perceber que isso lhe vai trazer algum tipo de exposição mediática suplementar".

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