PSD pede "disponibilidade do PS" para acordo orçamental

(Corrigido às 12.45) O ministro da Defesa desafiou esta terça-feira o PS, em Lisboa, a revelar "disponibilidade para encontrar uma base de entendimento orçamental" com o PSD e o CDS em relação aos próximos anos.

José Pedro Aguiar-Branco, referindo que "o PS não gosta da palavra consenso", sugeriu o termo "disponibilidade" dos socialistas para um acordo orçamental futuro.

"É uma matéria de defesa nacional ter esta base de entendimento" para o País ser capaz de responder a "uma ameaça que existe" e, nos últimos três anos, teve expressão na perda de autonomia e soberania face à troika, sublinhou o governante, que intervinha num encontro promovido pela Confederação dos Serviços de Portugal sobre os "Desafios do pós-troika".

"Chegámos aqui porque houve uma crise internacional, mas a verdade é que as condições em que o País a podia enfrentar se revelaram mais frágeis" do que seria necessário. referiu Aguiar-Branco.

"A crise das dívidas soberanas é um exemplo de ameaça global, pois pedir ajuda financeira implica perder autonomia financeira e soberania", enfatizou o ministro da Defesa.

Evocando "o sinistro ano de 2009", em que "por razões eleitorais e já mergulhados numa crise que se antevia gravíssima houve aumento dos funcionários públicos, redução do IVA e a persistência de uma política assente nas mega obras públicas", Aguiar-Branco insistiu na importância de haver "capacidade de edificar políticas públicas que garantam a saúde das contas" do Estado.

Aguiar-Branco realçou ainda que, além do consenso político, o pós-troika exige "manter a mobilização geral dos portugueses" em torno dos esforços de consolidação das reformas e das contas públicas.

(Correção: substituído no primeiro parágrafo o termo "consenso" por "entendimento".)

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