PSD diz que Seguro coloca ordem constitucional em causa

O PSD acusou esta sexta-feira o secretário-geral do PS de colocar a ordem constitucional em causa com o "anúncio não consumado" de uma moção de censura e questionou se Seguro estará à espera da decisão do Tribunal Constitucional.

Numa declaração à Lusa, a vice-presidente do PSD Teresa Leal Coelho reagiu ao facto de António José Seguro ter afirmado que a moção de censura do PS ao Governo iria ser apresentada "nas próximas semanas, com certeza", horas depois de dizer ao primeiro-ministro, no Parlamento, que o seu tempo se tinha esgotado.

Teresa Leal Coelho acusou o secretário-geral do PS de estar a "pôr em causa os mais elementares valores e princípios constitucionais" e questionou: "Estará António José Seguro a pretender, com o anúncio não consumado da apresentação de uma moção de censura, condicionar o Tribunal Constitucional na sua deliberação relativa ao Orçamento do Estado?".

"Ou estará condicionado pelo acórdão [do Tribunal Constitucional], para o usar como sustentação de uma moção de censura que não é oportuna hoje, porque o próprio alega que precisa de semanas para preparar a sua fundamentação?", interrogou.

Teresa Leal Coelho, que é também vice-presidente da bancada do PSD, defendeu que "uma moção de censura não se anuncia, apresenta-se" e perguntou se Seguro "está a pretender dar respostas internas no PS ou a representar os portugueses que o elegeram deputado?"

"O país precisa de uma oposição consciente, responsável e séria. O país não pode ser um laboratório de avanços e recuos de atores políticos que gerem o dia-a-dia com o objetivo de manutenção do seu poder interno no partido. Basta de brincar com Portugal", declarou a social-democrata.

A apresentação de uma moção de censura ao Governo PSD/CDS-PP foi proposta por António José Seguro à Comissão Política do PS na quinta-feira à noite, tendo sido aprovada por unanimidade.

Na tarde de sexta-feira, em Coimbra, sem adiantar a data de entrega da moção de censura do PS, António José Seguro afirmou que isso será feito "nas próximas semanas, com certeza", e negou estar à espera da decisão do Tribunal Constitucional sobre normas do Orçamento do Estado.

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