PSD acolhe apelos do Presidente da República para procura de consensos

O secretário-geral social-democrata, Matos Rosa, afirmou ontem que o PSD acolhe os apelos do Presidente da República para a procura de consensos, afirmando que sempre esteve disponível para o fazer.

Numa declaração na sede nacional do PSD, Lisboa, José de Matos Rosa afirmou que o PSD "se associa e acolhe" os "vários desafios" da mensagem de Ano Novo do Presidente da República.

"Enquanto referencial de estabilidade, o senhor Presidente da República tem habituado os portugueses a sucessivos apelos aos partidos, no sentido de assumirem as suas responsabilidades institucionais e encontrarem consensos sobre matérias sensíveis da governação", afirmou.

O dirigente frisou que "como aconteceu em 2013, o PSD sempre se mostrou disponível para o diálogo e sempre assumiu as suas responsabilidades".

José de Matos Rosa acrescentou que "2014 não será diferente" e que "o PSD faz eco desses apelos, instando as demais instituições e forças partidárias à procura de tão necessários consensos".

O secretário-geral do PSD disse que o partido está "comprometido em empenhado em olhar para os mais desfavorecidos" e disse estar convicto de que 2014 será "um ano de sustentabilidade económica e financeira".

José de Matos Rosa disse que a maioria "tudo fará" para que Portugal possa sair do programa de assistência económica e financeira em maio "evitando um segundo resgate" que, acrescentou, poderia ter "consequências nefastas".

"A apenas cinco meses de concluirmos com sucesso o mais exigente e difícil programa de assistência, o PSD mantém uma visão realista e otimista relativamente à capacidade do povo português superar os obstáculos, mesmo os mais difíceis", afirmou.

Na sua declaração, o deputado considerou que "foi visível" que em 2013 Portugal consolidou as finanças públicas ao mesmo tempo que "apresentou um crescimento económico acima da média europeia, conseguindo criar postos de trabalho estáveis".

Para além da `troika" e do programa de ajustamento, o PSD "assume o compromisso" de "dotar o tecido social e empresarial de instrumentos passíveis de captar investimento, criar postos de trabalho e gerar riqueza para Portugal".

O Presidente da República afirmou hoje, na mensagem de Ano Novo, que "há razões para crer" que Portugal não precisará de um segundo resgate, admitindo que "um programa cautelar é uma realidade diferente".

Cavaco Silva defendeu que se exige de todos os agentes políticos, económicos e sociais "máxima ponderação e bom senso, um sentido patriótico de responsabilidade".

"A todos, estejam no governo ou na oposição, impõe-se estar à altura do momento crucial que vivemos", exigiu o Presidente da República.

Cavaco Silva retomou o apelo a um compromisso de salvação nacional, e exigiu "espírito construtivo" às forças políticas.

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