PS prepara fundamentação e pondera 'timing'

A moção de censura do PS ao Governo será entregue a curto prazo no parlamento, após conclusão do trabalho de fundamentação e ponderando o 'timing' adequado para a discussão política, disse à Lusa fonte da bancada socialista.

Na quinta-feira à noite, a Comissão Política Nacional do PS aprovou por unanimidade a proposta de moção de censura ao Governo, mas não definiu uma data prevista para a formalização da iniciativa na Assembleia da República.

Nos termos da Constituição, a partir do momento em que o PS entregue a moção de censura ao Governo, a discussão terá obrigatoriamente de ter lugar 48 horas depois.

Assim, se a moção de censura fosse entregue já na sexta-feira, o debate teria de começar na segunda-feira.

Um membro da direção da bancada socialista disse à agência Lusa que a fundamentação da moção de censura ainda não está "detalhada, pelo simples facto de a decisão ter estado em aberto e de só ter sido tomada na reunião da Comissão Política do PS", na quinta-feira à noite, em Lisboa.

Por outro lado, de acordo com o mesmo dirigente da bancada do PS, no ato de entrega da moção de censura "terá de haver uma ponderação sobre o calendário para a sua discussão".

No final da reunião da Comissão Política do PS, o deputado socialista Francisco Assis afirmou estar de acordo com a decisão de se apresentar uma moção de censura ao Governo.

"Houve uma rutura entre o PS e o Governo e eu concordo que havia necessidade de clarificar esta situação. Não acho mal que o PS tome já uma iniciativa com a natureza da moção de censura, porque a rutura está consumada", sustentou Francisco Assis.

Para o ex-líder parlamentar do PS, essa rutura "aconteceu por responsabilidade do Governo".

"Ninguém pode insinuar que o PS não esteve disponível para estabelecer grandes consensos nacionais com a maioria PSD/CDS, desde o primeiro Orçamento do Estado [em 2012], em que o PS se absteve. Mas não houve qualquer correspondência por parte do Governo e o desfecho inevitável era a apresentação de uma moção de censura", acrescentou Francisco Assis.

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