PS-Madeira desafia Passos e Portas a visitarem a região

O presidente do PS-Madeira, Victor Freitas, desafiou hoje o primeiro-ministro e o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, líderes dos partidos que formam a coligação governamental, a visitarem a região para "sentirem" as dificuldades da população.

"Está a fazer um ano que o Governo da República foi eleito, está a fazer um ano de funções do Governo PSD/CDS-PP. Face ao facto de existir hoje um Plano de Ajustamento Económico e Financeiro acertado entre um Governo PSD/CDS-PP na República e um Governo Regional do PSD, é o momento de o PS solicitar ao senhor primeiro-ministro e ao ministro de Estado Paulo Portas que realizem uma visita à região para sentirem aquilo que os madeirenses hoje sentem, as dificuldades que hoje atravessam", afirmou Victor Freitas.

O dirigente socialista, que falava na freguesia do Caniço, concelho de Santa Cruz, onde o partido prossegue a iniciativa "Primeiro a Madeira", defendeu ser "necessário que o primeiro-ministro tenha a consciência daquilo que se está a passar na região, nomeadamente no que tem a ver com a economia e a componente social".

Victor Freitas apontou, a este propósito, a falência de empresas, que "acontece diariamente", e o desemprego, que está a provocar a "saída de madeirenses" para outros países.

"O que se está a assistir hoje na Região Autónoma da Madeira é a um colapso do ponto de vista económico e um colapso social", alertou o líder do PS-M, referindo ser "muito importante" que o primeiro-ministro realize uma visita ao arquipélago para conhecer a sua "nova realidade".

"A Madeira de hoje não é a mesma Madeira de há um ano atrás, a situação está a deteriorar-se de dia para dia", considerou Victor Freitas, insistindo na necessidade da "renegociação" do programa de assistência financeira da região para permitir o "desafogo das finanças públicas" e o relançamento do "investimento na região".

Na sequência da dívida pública, na ordem dos seis mil milhões de euros, o Governo da Madeira solicitou o ano passado ajuda financeira ao Estado português, que culminou na assinatura do plano de ajustamento financeiro e de um contrato de financiamento de 1.500 milhões de euros.

O programa contempla diversas medidas, entre as quais o aumento das três taxas do IVA, reduzindo o diferencial face às taxas aplicáveis no continente português para um ponto percentual, e das taxas do imposto sobre os combustíveis, concretizado a 01 de abril último.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG