PS. Estala o verniz entre delfins de Costa

Troca de argumentos entre Pedro Nuno Santos e Ana Catarina Mendes expõe o jogo de sombras que decorre dentro do PS no contexto da futura sucessão de António Costa

"Sou incapaz de criticar em público um camarada." Foi assim que o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos - putativo candidato, um dia, à sucessão de Costa na liderança do PS - reagiu às críticas que ouviu da sua camarada Ana Catarina Mendes.

No programa Circulatura do Quadrado, a líder parlamentar dos socialistas - também falada internamente como provável candidata a secretária-geral quando Costa deixar o posto - exigiu a Pedro Nuno "maior recato", "sensatez" e "bom senso", criticando-lhe as críticas que fez à Ryanair, cujo presidente considerou que o governo português estava a "desperdiçar" dinheiro dos contribuintes na TAP.

A troca de argumentos entre Pedro Nuno Santos e Ana Catarina Mendes só expõe, uma vez mais, o jogo de sombras que já decorre dentro do PS no contexto da futura sucessão de Costa na liderança do partido. Os dois estarão em barricadas opostas nesse confronto.

Entretanto, as especulações segundo as quais António Costa poderá estar a preparar-se para rumar à Europa, porventura em 2023, para substituir o belga Charles Michel na presidência do Conselho Europeu, aceleraram as movimentações internas no PS, expondo-as.

Para já, no entanto, António Costa é o primeiro-ministro e líder do PS e nenhum dos seus delfins o colocará em causa no congresso do partido (10 e 11 de julho, em Lisboa).

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