PS com liberdade de voto sobre adoção e co-adoção por casais do mesmo sexo

Os deputados do PS terão liberdade de voto perante os diplomas sobre adoção e co-adoção por casais de homossexuais, que serão discutidos e votados na sexta-feira, disse à agência Lusa fonte da direção da bancada socialista.

Na sexta-feira, na Assembleia da República, sobem a plenário um projeto do PS que pretende consagrar a possibilidade de co-adoção pelo cônjuge ou unido de facto do mesmo sexo, dois diplomas do Bloco de Esquerda que permitem a adoção de crianças por casais do mesmo sexo e um outro do Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) que alarga as famílias com capacidade de adoção.

"Vai prevalecer o princípio da liberdade de consciência de cada deputado. Haverá liberdade de voto em relação aos quatro projetos", disse a mesma fonte à agência Lusa.

A concessão de liberdade de voto perante diplomas em que se pretende alargar a adoção a casais do mesmo sexo foi a solução já preconizada pela bancada socialista em fevereiro do ano passado, com a maioria dos deputados do PS a votar favoravelmente os projetos em causa.

Nas votações de sexta-feira, prevê-se que essa maioria de deputados socialistas a favor seja ainda reforçada perante o projeto sobre co-adoção por casais do mesmo sexo, que tem como primeiros subscritores os deputados do PS Isabel Moreira e Pedro Delgado Alves.

Este diploma sobre co-adoção, se for aprovado, permitirá estender ao outro elemento do casal ou da união de facto o vínculo de parentalidade que o outro cônjuge já tem em relação à criança.

Em fevereiro do ano passado, perante os diplomas sobre adoção por casais do mesmo sexo, 38 deputados socialistas apoiaram o projeto do Bloco de Esquerda e 39 o do Partido Ecologista "Os Verdes".

Entre os votos favoráveis do PS à adoção por casais homossexuais estiveram figuras de primeiro plano deste partido, caso do ex-secretário-geral Ferro Rodrigues, do ex-líder parlamentar Francisco Assis e do ex-ministro Vieira da Silva.

Além destes nomes, estiveram no grupo dos votos favoráveis Miguel Freitas, João Galamba, Paulo Campos, Pedro Marques, João Pedrosa, Miguel Coelho, Pedro Nuno Santos, Rui Paulo Figueiredo, Duarte Cordeiro, Pedro Delgado Alves, Rui Pedro Duarte, Jorge Lacão, Pedro Farmhouse, Eurídice Pereira, Sérgio Sousa Pinto, Filipe Neto Brandão, Idália Serrão, Eduardo Cabrita, Manuel Pizarro, Ana Paula Vitorino, Acácio Pinto, Gabriela Canavilhas, Elza Pais, Carlos Enes, Maria Antónia Almeida Santos, Isabel Moreira, Hortense Martins, Ana Catarina Mendes, Manuel Seabra, Rui Santos, Jorge Fão, Mário Ruivo, Sónia Fertuzinhos, Inês de Medeiros, Ricardo Rodrigues e Rosa Maria Albernaz.

O presidente do Grupo Parlamentar do PS, Carlos Zorrinho, absteve-se em todas as votações, o mesmo tendo feito o seu "vice" José Junqueiro.

Ao lado do líder parlamentar socialista na opção pela abstenção estiveram ainda Fernando Serrasqueiro, Luís Pita Ameixa, a presidente do PS, Maria de Belém Roseira, António Ramos Preto, Basílio Horta, Miranda Calha, Nuno Sá, Odete João e Jacinto Serrão.

No PS votaram sempre contra os projetos em questão oito deputados: Pedro Silva Pereira, Miguel Laranjeiro, José Lello, Renato Sampaio, Fernando Jesus, António Braga, Isabel Oneto e Vitalino Canas.

O secretário-geral do PS, António José Seguro, não participou em nenhuma das votações por se encontrar nesse dia em Bragança, numa iniciativa do seu partido.

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