Presidente do Eurogrupo rejeita comentar questões sobre novo programa para Portugal

O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, rejeitou hoje em Bruxelas comentar a execução do programa de assistência financeira a Portugal e eventuais contactos entre o governo português e a 'troika' sobre um programa subsequente.

Questionado pelos jornalistas à chegada para uma reunião dos ministros das Finanças dos países da moeda única sobre se já existem negociações para um programa posterior ao que está atualmente em execução, Dijsselbloem recusou fazer qualquer comentário.

"Esta noite só vamos falar do nosso trabalho para a união bancária, não vamos falar de países ou desses problemas esta noite, só da união bancária", respondeu.

Numa nota enviada hoje às redações, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, afirmou que as autoridades portuguesas é que decidirão sobre um novo programa.

"Cabe exclusivamente às autoridades portuguesas decidir sobre um possível novo programa", disse Mario Draghi numa nota enviada às redações, em resposta às muitas questões levantadas sobre as suas afirmações no Parlamento Europeu esta segunda-feira.

Mario Draghi disse segunda-feira que Portugal irá ter um programa para o período de transição após a conclusão do atual programa de resgate da ?troika', mas que ainda não está decidida a sua forma.

"Sobre o período de transição, haverá um programa. Haverá um programa adaptado à situação durante esse período de tempo e temos de ver que forma este programa irá assumir", afirmou Mario Draghi.

Também hoje, o secretário-geral do PS veio apelar ao Presidente da República para que force o primeiro-ministro a dar explicações aos portugueses sobre o que tem já contratualizado com as instituições europeias sobre um novo programa financeiro para Portugal.

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