PR considera "excessivas" previsões da recessão

O Presidente da República, Cavaco Silva, disse hoje ter ficado "um pouco surpreendido" com os últimos números do desemprego, considerando, por outro lado, "excessivas" as previsões de recessão para 2012, que tem "esperança" que não se concretizem.

Em declarações aos jornalistas à margem da sexta jornada do Roteiro para a Juventude, Cavaco Silva disse ter "uma certa esperança de que as previsões que têm sido apontadas para a queda da produção no ano de 2012 não venham a concretizar-se".

"Eu acho excessivas. Aponta-se para uma queda de um pouco mais de três por cento no próximo ano. Se fosse assim, com certeza que o desemprego iria aumentar e iria aumentar bastante de acordo com aquilo que a economia nos ensina mas eu penso que se formos capazes de mobilizar toda a comunidade portuguesa - e em particular a comunidade empresarial e a comunidade empresarial jovem - conseguiremos ter um resultado melhor do que essas previsões pessimistas que têm sido apontadas", defendeu.

Questionado sobre a taxa de desemprego, o Presidente da República confessou-se "um pouco surpreendido com o nível de 14 por cento de desemprego e de 35 por cento de desemprego nos jovens".

"Por isso nós temos que mobilizar todas as nossas forças, em todos os setores, para tentar de facto promover a recuperação económica que só pode ser realizada pelos empresários porque são eles que exportam, inovam, procuram encontrar diversificação de mercados e nós temos que apoiar todos aqueles que desenvolvem neste momento no terreno procurando conquistar novos espaços pelo mundo fora no sentido de melhorar as exportações do país e reduzir a dívida externa", defendeu.

Perante os 35 por cento de desemprego jovem, questionado sobre se a solução seria emigrar, Cavaco Silva foi perentório: "Espero bem que não. Espero que nós sejamos capazes de criar oportunidades para que os jovens, muitos deles com elevadas qualificações, encontrem oportunidades de realização no nosso país".

"Tanto o Governo como até forças políticas de quadrantes que não apoiam o Governo estão a desenvolver esforços e a tentar dar contributos para que Portugal reencontre um caminho de crescimento económico", enfatizou.

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