PPM apela à renúncia de António Costa ao cargo de presidente da Câmara de Lisboa

O Partido Popular Monárquico (PPM) exigiu hoje que o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, renuncie ao seu mandato à frente da autarquia, por considerar que a cidade necessita de um presidente a tempo inteiro.

No comunicado hoje divulgado, o PPM defende que "Lisboa não pode esperar mais um ano e passar a ser uma ocupação secundária para um presidente da câmara que quer ser, e se candidata, a outra coisa".

Assim, "António Costa deve garantir que exercerá as suas funções a tempo inteiro no município" e "se não estiver em condições de dar essa garantia -- e as diretas do PS demonstraram que não está -- o presidente da câmara deve renunciar ao seu mandato e a um vencimento que corresponde, e pressupõe, uma dedicação e uma disponibilidade exclusiva", lê-se no documento assinado pelo presidente da Comissão Política Nacional do PPM, Paulo Estêvão.

A reação surge na sequência da vitória de António Costa nas primárias do PS, realizadas no domingo e que ditaram a demissão de António José Seguro da liderança dos socialistas.

O PPM garante que "assinalará, daqui para a frente, todas as ausências do presidente da Câmara de Lisboa ao seu horário de trabalho, assim como as muitas insuficiências e problemas que a autarquia enfrenta devido à falta de iniciativa, falta de articulação e disponibilidade", situação que, segundo o partido, resulta do facto de a Câmara de Lisboa "ter neste momento um presidente, pouco mais que virtual, ao leme dos seus destinos".

Segundo a mesma nota, isto levou a que se instalasse "um marasmo evidente" nas reuniões de Câmara e da Assembleia Municipal, "que ameaça paralisar a organização administrativa e a capacidade funcional dos serviços municipais do concelho".

Para os monárquicos, esta situação promete prolongar-se, por mais um ano, visto que "é fácil perspetivar a sua presença sistemática em ações de pré-campanha por todo o país".

O PPM salienta ainda que António Costa sempre defendeu que o município exigia um presidente empenhado no exercício das suas funções, em regime de exclusividade.

Em 2011, numa altura em que se discutia a sucessão de José Sócrates à frente do partido, António Costa explicou que não entrava na corrida por não ser "possível acumular a liderança do PS e a presidência da Câmara de Lisboa".

Questionado em junho deste ano pela agência Lusa relativamente à mudança de posição sobre a possibilidade de assumir a liderança do PS e manter-se à frente da autarquia, António Costa disse que "as circunstâncias são hoje diferentes, como toda a gente sabe, e portanto há outras condições diferentes".

No sábado, ao Diário de Notícias, o presidente da Câmara de Lisboa indicou que a ocasião em que deixará a autarquia será determinada "no momento próprio".

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