Portas só é candidato no CDS, Nobre Guedes não é crítico

O Congresso do CDS arrancou este sábado em Oliveira do Bairro. À chegada, líder centrista diz que só é candidato à presidência do CDS. Nobre Guedes recusa juntar-se ao coro dos que criticam o Governo.

Paulo Portas diz que só é candidato à presidência do CDS, Pires de Lima rejeita que o congresso centrista seja "fulanizado" e Nobre Guedes recusa ser "crítico", apesar de apoiar a moção crítica do presidente do partido. Já o rosto visível da oposição a Portas, Filipe Anacoreta Correia, remete para o fim de um "grande clássico" a decisão sobre se vai a jogo - ou seja, se disputa a liderança do CDS.

O Congresso do CDS arrancou este sábado de manhã em Oliveira do Bairro. À chegada, o líder centrista e vice-primeiro-ministro, interpelado pelas notícias que o apontam como eventual candidato à Comissão Europeia, limitou-se a responder: "Confirmo. Eu sou candidato a presidente da Comissão Política Nacional do CDS-PP.". Paulo Portas clarificou que "é a única" comissão a que se candidata.

Já Pires de Lima não esclareceu se será candidato a presidente de mesa do Conselho Nacional, recusando falar de nomes e cargos. "A última coisa que gostaria era que este congresso fosse um congresso fulanizado, de discussão de cargos e de títulos, num partido que precisa fundamentalmente de dar um sinal de esperança àqueles que estão a sofrer em Portugal", afirmou o também ministro da Economia. E insistiu na ideia de que o congresso deve ser uma "demonstração" de que "o partido nesta altura se sabe centrar focar naquilo que é essencial".

O antigo ministro Nobre Guedes, que foi próximo de Paulo Portas, e chega a este conclave como possível crítico da direção de Paulo Portas, adjetivo que, aos jornalistas, fez questão de rejeitar. "Não sou crítico", disse, afirmando que não está em causa a liderança atual do partido. É uma liderança "inquestionável", sublinhou. Mais: "Não contem comigo para aumentar o coro daqueles que criticam o Governo." E notou que o país espera saber "o que quer o CDS para Portugal".

Na abertura do 25.º Congresso do partido, o presidente da mesa, Luís Queiró, pediu um minuto de silêncio em memória de Eusébio. E foi exibido um vídeo sobre os cinco municípios conquistados pelo CDS nas últimas eleições autárquicas. Paulo Portas falou pela primeira vez aos congressistas para elogiar o trabalho do coordenador autárquico, Domingos Neutel.

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