Portas pede à comunidade portuguesa que defenda País

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, considerou hoje o apoio da comunidade portuguesa e dos luso-americanos como "essenciais" para o sucesso de Portugal, pedindo-lhes para que "defendam" o país.

"O vosso apoio também pode ser essencial para o sucesso de Portugal. Por isso peço-vos a todos que defendam Portugal", afirmou o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, num encontro de legisladores, presidentes de câmara e vereadores norte-americanos de origem portuguesa, que decorre em Washington. Esta ajuda, continuou Paulo Portas, pode ser dada de várias formas, quer seja informando os norte-americanos sobre a realidade portuguesa, encorajando o investimento e o turismo americano em Portugal ou promovendo as exportações portuguesas para os Estados Unidos.

Num discurso com elogios às comunidades portuguesas "espalhadas pelos quatro cantos do mundo", o ministro dos Negócios Estrangeiros destacou ainda o papel daqueles que foram eleitos para desempenhar funções públicas nos Estados Unidos da América, considerando tratarem-se de "um exemplo a ser seguido" e uma "fonte de inspiração". Apesar de na sua intervenção, feita em inglês, ter deixado uma nota sobre a situação interna portuguesa, fazendo referência ao programa de reformas estruturais que o Governo está implementar, aos jornalistas Paulo Portas tem sempre recusado fazer qualquer comentário que envolva política interna. Nos Estados Unidos desde terça-feira, a acompanhar a visita do Presidente da República, o ministro dos Negócios Estrangeiros tem marcado presença em todas as iniciativas do programa presidencial.

Contudo, quando é abordado pela comunicação social, num momento em que em Portugal já é criticado por andar "desaparecido", Paulo Portas limita-se a cumprimentar os jornalistas, apressando o passo quando vê os microfones e as câmaras ligadas. Uma recusa em falar que é justificada pelo seu assessor de imprensa com o facto de Paulo Portas estar a acompanhar a visita de Cavaco Silva aos Estados Unidos e não querer no estrangeiro falar sobre questões internas de Portugal.

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