Portas diz ter autorizado sobrevoo do avião de Morales

O ainda ministro dos Negócios Estrangeiros está a dar explicações sobre o incidente. E garantiu não ter pretendido saber quem viajava com o presidente da Bolívia.

O ainda ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, garantiu, hoje no Parlamento, que Portugal cumpriu todas as normas e convenções internacionais no caso do avião do presidente da Bolívia, Evo Morales. Paulo Portas disse aos deputados que Portugal autorizou o "sobrevoo" do Falcon 900 e não fez "perguntas sobre quem vinha na comitiva".

Numa intervenção inicial, Paulo Portas fez ainda questão de sublinhar que o governo português considera como "grave" as suspeitas sobre as vigilâncvias que a agência de espionagem norte-americana NSA terá feito a edifícios diplomáticos da União Europeia.

O ministro referiu que Portugal respeitou o plano de voo que lhe foi apresentado pela Bolívia, não colocando "em risco a segurança e a vida da comitiva" do presidente Evo Morales. Sobre Edward Snowden, o antigo funcionário da NSA que revelou o caso da espionagem eletrónica à escala mundial, o ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou respeitar as decisões que alguns países possam tomar em lhe conceder asilopolítico

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