Portas destaca "experiência e reconhecimento internacionais" de Moreira da Silva

O antigo presidente do CDS-PP apresentou o livro do seu colega de Governo e atual diretor para a Cooperação e Desenvolvimento na OCDE, "Direito ao Futuro: por um mundo mais justo, mais verde e mais seguro", na Fundação Gulbenkian, em Lisboa.

O antigo vice-primeiro-ministro Paulo Portas elogiou esta segunda-feira o percurso do ex-ministro Jorge Moreira da Silva, destacando a sua "experiência e reconhecimento internacionais" e considerando que a sua vida profissional "existe para além da política".

"O autor tem uma vida profissional e académica nacional e internacional que existe para além da política, com ou sem a política, antes da política e, cá está, independente das circunstâncias da política", afirmou Paulo Portas.

O antigo presidente do CDS-PP apresentou o livro do seu colega de Governo e atual diretor para a Cooperação e Desenvolvimento na OCDE, "Direito ao Futuro: por um mundo mais justo, mais verde e mais seguro", na Fundação Gulbenkian, em Lisboa.

Apesar de o livro ser "iminentemente político", o "aparente contraste entre empenhamento na política e independência da política marca a liberdade crítica de que o livro dispõe", considerou.

Assinalando que Jorge Moreira da Silva "trabalhou para as Nações Unidas, para a Comissão Europeia, no Parlamento Europeu, com o Banco Europeu de Investimentos e nos últimos cinco anos foi e é um dos diretores mais relevantes da OCDE", Portas sublinhou que o social-democrata "é, por isso mesmo, um dos portugueses com trânsito, experiência e reconhecimento internacionais, e isso não é pouca coisa num mundo de interdependências".

"O livro é também fruto dessa experiência multidisciplinar e cosmopolita que, porém, não fez de Jorge Moreira da Silva um estrangeirado ou um homem mundano. Fizeram dele um português com mundo, o que é diferente", defendeu, indicando que o antigo ministro "é tendencialmente mais realista" e "menos acessível à demagogia".

Na apresentação, Paulo Portas afirmou também que "quem quiser escrutinar o pensamento político de Jorge Moreira da Silva pode fazê-lo a partir deste livro", entre temas como as alterações climáticas, as alterações demográficas, as migrações, igualdade de género, trabalho, economia, produtividade e competitividade e ainda desenvolvimento sustentável.

"No final do dia, para o Jorge Moreira da Silva são as pessoas e é o planeta", sustentou o centrista, acrescentando que o antigo ministro é autor de textos de "leitura cativante" que "informam e formam", e "tem uma credibilidade associada aos temas ambientais e energéticos tão óbvia que dispensa concessões a fundamentalismos" que "parecem produzir efeitos tão paradoxais como os obscurantismos que por aí fermentam".

Lembrando que se cruzaram em dois governos, há 19 e há 10 anos, o antigo vice-primeiro-ministro considerou que se depararam com o "fado cíclico de governar quando os meios escasseiam, sem ter qualquer responsabilidade na origem da escassez dos meios" e "com o fito principal de pôr a casa em ordem".

"Jorge Moreira da Silva foi institucional, política e humanamente um colega de primeira qualidade", destacou Paulo Portas, falando numa "boa amizade, resistente a quaisquer vicissitudes políticas".

E ressalvou: "sendo este livro apresentado naquele que parece ser um tempo de vésperas, o que me ocorre aqui dizer é independente da maior ou menor velocidade com que o destino, muito importante em política, pode ter um encontro com o autor ou com as suas ideias".

Na apresentação, e depois de ter referido a situação no Afeganistão, o antigo vice-primeiro-ministro destacou que Moreira da Silva "faz parte" dos que defendem que "a Europa não pode prescindir das migrações e tem de evitar a repulsa do outro como política", sendo necessário "chegar a um denominador comum que permita regulá-las, geri-las e em certos casos escolher para além de ser escolhida".

Na cerimónia, marcaram presença o anterior Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, o ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho e muitos dos membros do executivo PSD/CDS-PP que liderou, como Maria Luís Albuquerque, Assunção Cristas, Pires de Lima, Mota Soares, Marco António Costa, Paulo Macedo, Paulo Núncio, Fernando Leal da Costa ou Jorge Barreto Xavier.

Jorge Moreira da Silva é, desde 2016, diretor para a Cooperação e Desenvolvimento na OCDE em Paris, onde lidera o secretariado do Comité de Ajuda ao Desenvolvimento, e fundador do grupo de reflexão Plataforma para o Crescimento Sustentável.

Foi líder da Juventude Social-Democrata, deputado, eurodeputado, e primeiro vice-presidente do PSD, durante a liderança de Pedro ​​​​​​​Passos Coelho, tendo sido no seu Governo ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG