Políticos devem apoiar os mais desfavorecidos

O presidente do Governo Regional dos Açores considera importante que em época de crise os políticos auxiliem "os mais frágeis, famílias, ajudar a manter empregos e segurar empresas", alegando que a retoma vai obrigar ainda a sacrifícios.

"Todos sabemos que estamos muito dependentes da recuperação europeia e portuguesa -- para já não falar de outros lugares, como nos Estados Unidos, onde temos tantos açorianos - e todos sabemos igualmente que a retoma, nos Açores, do caminho de progresso que estávamos a trilhar, vai obrigar-nos ainda a sacrifícios e a mais aborrecimentos", afirma Carlos César, na mensagem de Natal. O chefe do Executivo açoriano reafirma que os Açores "vão continuar a conseguir que a crise seja menos penosa", comparando com o Continente e a Madeira.

"Mesmo a situação financeira da Região, que uns gostam tanto de desmerecer, tomara que o País e muitos outros tivessem uma situação igual ou parecida. Estariam, todos, certamente, bem mais aliviados", comentou. Contudo, refere "todos os dias chegam-nos medidas de fora, sejam em impostos sejam em mais custos na saúde, que exigem uma enorme ponderação na sua aplicação, às vezes obrigatória, e um enorme esforço por parte do Governo Regional para proteger a Região e não prejudicar mais as pessoas". No texto da mensagem de Natal, enviado para as redacções, Carlos César afirma: "Não devemos nem temos que fazer sempre o que os outros fazem lá fora - para isso é que serve a nossa Autonomia -, mas são decisões e tarefas muito difíceis que temos de empreender diariamente, com responsabilidade face ao futuro e da melhor forma no presente.

Para Carlos César, os políticos, pela sua ação no governo, parlamento, câmaras municipais e junto dos cidadãos, devem ser capazes de auxiliar os mais frágeis com os apoios possíveis, segurar as empresas viáveis que estão em dificuldade, proteger melhor os jovens casais, ajudar a manter empregos, dar alternativas aos que ficaram sem modo de vida útil, e apoiar as famílias nos tratamentos contra a doença, na educação e alimentação. Insistindo no apelo à solidariedade e fraternidade, o presidente do Governo açoriano alertou que "não se trata da caridade farisaica, televisionada, ostentatória para bem parecer", mas da "generosidade que vence a vaidade", comparou.

"Na relação com o próximo, na quadra natalícia, a fraternidade ganha mais vezes que o egoísmo. São tantos, felizmente, os que beneficiam deste impulso generoso e só é pena que ele não seja mais duradouro e até constante", sublinha. Carlos César refere que esta é a sua última mensagem de Natal na qualidade de presidente do Governo Regional, visto que "cessará funções dentro de pouco menos de um ano", e já anunciou que não se recandidatará ao cargo nas eleições de 2012, mas sublinha que "continuará a servir" a sua "terra" e os seus "concidadãos".

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