"Pois é, temos de dar força ao PS", apela Costa

O candidato às primárias encheu esta noite a Aula Magna da Universidade de Lisboa, demonstrando que a "mobilização" dos socialistas que tanto tem pedido, está a resultar.

Na primeira fila, Mário Soares, Almeida Santos, Edmundo Pedro, Vera Jardim, Ferro Rodrigues, entre outros ex-governantes, deputados e dirigentes do partido. Soares veio de propósito do Algarve. Quanto falta apenas um dia de campanha, que na sexta-feira António Costa vai preencher apenas com o comício de encerramento no Porto, começa a contagem descrescente com o candidato a pedir uma votação "audível e inequívoca".

As críticas ao Governo, à politica de austeridade, ao "círculo vicioso de políticas de vistas curtas" dos últimos três anos, preencheram grande parte da intervenção de Costa. Voltou a falar nas suas propostas, na sua estratégia para relançar a economia, na sua agenda para a década.

O seu adversário, António José Seguro, só lhe mereceu uma referência indireta. Quando recordou que deputados do PS, como Alberto Costa ali presente, tinham votado contra o orçamento da troika. "Foi um momento capital para o PS porque nos distinguimos da direita, mas também para dizer que pertencíamos à oposiçao. Agora falta energia para fazer oposição ao Governo, porque se esgota na oposição dentro do partido. E isso não pode ser", disse António Costa.

"Pois é, temos de dar força ao PS", assinalou, sereno, firme e confiante, levantando aplausos de pé.

Por isso, "mobilizar" os socialistas para votar no domingo, é a palavra de ordem até ao final da campanha, que Costa já assumiu, em declarações ao DN como "a pré-campanha" para as eleições legislativas". "Estes quatro meses foram uma grande lição. Os resultados de domingo têm de ser uma voz audível e inequívoca, para impedir quaisquer obstáculos à mudança no PS", salientou.

Antes de Costa, Maria do Céu Guerra, atriz explicou, numa intervenção muito aplaudida, porque tinha "assinado o papel" do PS: "Vítor Hugo disse que gostaria de ser lembrado como um homem que via as coisas de outra maneira. É isso que queremos de António Costa", exclamou, depois de elogiar a sua ação na câmara de Lisboa e o "homem de confiança" que era.

"A decisão de António Costa foi patrótica e corajosa. Não cabe condená-lo à luz de um moralismo de vistas curtas", declarou.

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