PCP questiona Ministério da Educação sobre irregularidades nos exames

O PCP questionou o Governo sobre os exames do Ensino Secundário a 17 de junho, dia de greve dos professores, para saber que medidas tomou, no sentido de apurar ilegalidades ou irregularidades nas escolas.

Os deputados comunistas querem também saber as medidas para garantir condições de igualdade a todos os alunos na realização da prova de Português do 12.º ano.

Numa pergunta entregue na Assembleia da República, o PCP pede igualmente informações sobre eventuais queixas ou denuncias que tenham chegado ao ministério ou à Inspeção Geral da Educação, factos e responsabilidades.

Os professores cumpriram uma greve de protesto pelo aumento do horário de trabalho das 35 para as 40 semanais e a aplicação do regime de mobilidade especial, por temerem que resulte no desemprego de docentes dos quadros e a contrato, em larga escala.

Para esse dia de manhã, estava marcado o exame de Português do 12.º ano, que abrangia mais de 74.000 alunos.

Segundo o ministério, o exame foi realizado por 76 por cento dos alunos.

Os restantes farão a prova a 02 de julho, data incluída no calendário da primeira fase de exames, cujo término estava marcado para 26 de junho.

No dia da greve, foram constantes os relatos dos sindicatos sobre irregularidades nas escolas, nomeadamente ao nível dos vigilantes recrutados, tendo sido noticiados vários casos de escolas onde o dia do exame não foi tranquilo.

O ministro, Nuno Crato, afirmou depois que poderiam repetir o exame os alunos que se tenham sentido lesados por perturbações nas escolas às quais tenham sido alheios.

De acordo com Nuno Crato, o Júri Nacional de Exames (JNE) seria responsável por analisar as "ocorrências reais" nas escolas, mas até agora ainda não foram divulgados resultados e consequências sobre o ocorrido na segunda-feira.

No texto, os comunistas acusam o Governo de ter confrontado os sindicatos com medidas gravosas no final de maio, "mesmo sabendo que isso resultaria num processo negocial e de luta política" que se desenvolveria no mês de junho.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG