PCP não quer "nacionalizar prejuízos" do BES

Referências à situação no banco de Ricardo Salgado motivou risos e apartes do primeiro-ministro o que levou Jerónimo de Sousa a atacar Passos Coelho. "Não se ria, senhor primeiro-ministro".

Já na parte final da intervenção do secretário-geral do PCP, no debate do Estado da Nação, esta quarta-feira à tarde, Jerónimo de Sousa apontou o dedo à "crise" no Banco Espírito Santo (BES) para sublinhar que há "ligações tentaculares de domínio económico e político, numa inadmissível promiscuidade para obter apoios públicos, perdões fiscais e toda uma panóplia de benesses e favorecimentos para os seus negócios".

O líder comunista defendeu então, como já tinha feito no fim de semana passado, que "estes são acontecimentos que dão razão à insistente exigência do PCP de pôr a banca comercial sob controlo público ao serviço do País e não desta ou daquela família ou grupo de acionistas". Para rematar, perante os risos de Passos Coelho, com o apelo de que "não repitam os episódios do BPN e BPP nacionalizando os prejuízos".

Da tribuna, Jerónimo de Sousa não gostou de ver o primeiro-ministro a rir-se e atirou. "Não se ria, senhor primeiro-ministro", recordando então que "ainda há um mês dizia que estava tudo bem" no BES.

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