PCP diz que Passos "procurou justificar estampanço" da sua política

O PCP considerou hoje que o primeiro-ministro e presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, "procurou justificar o estampanço da sua política", num discurso "de costas voltadas para o país".

Comentando a intervenção de Passos Coelho na "rentrée" política do PSD, no Algarve, Rui Fernandes, membro da Comissão Política do PCP, disse à agência Lusa que se tratou do "discurso de alguém que procurou justificar o estampanço da sua política, como bem revela o aumento do desemprego, o aumento da recessão, a destruição de milhares de empresas".

Para o dirigente comunista, foi "um discurso de costas voltadas para o país, de alguém amarrado a um pacto de agressão".

Segundo Rui Fernandes, o primeiro-ministro "acaba por pretender dar lições aos muitos milhares de portugueses que se encontram numa situação de enorme dificuldade", mas "não teve uma palavra para cortar nas gorduras do grande capital, que continua a somar milhões de lucros".

Sobre o vaticínio de Passos Coelho de que "o próximo ano são será de recessão", o membro da Comissão Política do PCP respondeu que "os resultados revelam exatamente o contrário".

"Temos um primeiro-ministro que não quer ver a realidade, que está amarrado a uma política que tem as consequências que todos os indicadores revelam, mas que insiste em mantê-la, afrontando a esmagadora maioria do povo português".

O primeiro-ministro afirmou hoje que apesar de a recessão de 2012 estar a ser mais grave do que o esperado, 2013 será um ano de "inversão" e de "preparação da recuperação" económica.

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