PCP afasta em absoluto adiamento das eleições e estranha posição de Rui Rio

Jerónimo de Sousa lembra que durante o estado de emergência não pode haver alterações à Constituições da República

O secretário-geral do PCP afastou esta sexta-feira um adiamento das eleições presidenciais, frisando que é objetivo que a Constituição não pode ser alterada com o país em estado de emergência, e disse estranhar a posição de Rui Rio.

Esta posição foi transmitida por Jerónimo de Sousa no final de uma audiência com o primeiro-ministro, em São Bento, sobre um eventual agravamento das medidas de combate à covid-19 em Portugal.

Confrontado com a possibilidade admitida momentos antes pelo presidente do PSD, Rui Rio, no sentido de se equacionar um eventual adiamento das eleições presidenciais, marcadas para o próximo dia 24, o líder comunista afastou em absoluto esse cenário.

"Em relação a isso, há um pequeno reparo que ajudará o doutor Rui Rio a repensar o que disse. Por exemplo, a questão do adiamento das eleições presidenciais colide com um princípio consagrado no estado de emergência. Durante o estado de emergência, não pode haver alterações à Constituições da República", apontou Jerónimo de Sousa.

O secretário-geral do PCP disse mesmo "estranhar que o doutor Rui Rio não conheça essa particularidade".

Ainda sobre este tema, Jerónimo de Sousa colocou uma questão se, eventualmente, alguma vez, essa ideia de adiar as eleições fosse mesmo equacionada.

"Além da questão incontornável de ordem constitucional por o país se encontrar em estado de emergência, pergunta-se: Fazia-se uma proposta de adiamento para quando? Quem teria a capacidade e a arte de definir um adiamento por um mês ou um ano?".

"Não, isso não pode ser", acrescentou.

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