PCP acusa Governo de seguir "percurso desastroso"

O PCP fez hoje um "balanço muito negativo" dos dois anos de governação do atual executivo que diz estar a seguir "um percurso desastroso", razão pela qual volta a defender a "necessidade imperiosa" da sua demissão.

"Fazemos um balanço muito negativo [dos dois anos de Governo PSD/CDS] que é sem dúvida aquele que é feito pela generalidade dos portugueses, por aquilo que observam na sua vida", afirmou à Lusa o líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, que hoje participa em Lisboa numa ação de rua do partido.

No dia em que o Partido Comunista faz o balanço dos dois anos do Governo de Pedro Passo Coelho, Bernardino Soares salientou ter a "convicção de que o caminho que está a ser seguido tem de ser rapidamente interrompido sob pena de afundar cada vez mais o país".

"Ao longo destes anos o que aconteceu foi uma cada vez maior penalização de quem trabalha ou trabalhou, dos reformados, dos aposentados, a restrição dos direitos essenciais pelo ataque aos serviços públicos, mas em simultâneo a entrega de cada vez mais recursos do Estado e de todos os portugueses a setores económicos muito poderosos", criticou.

Perante um país que disse estar a afundar-se "na recessão", e com "um desemprego gigantesco", o líder parlamentar comunista frisou que a "demissão do Governo já vem tarde", sendo mesmo uma "necessidade imperiosa para interromper este percurso desastroso".

Esse percurso, salientou, "tem de ser invertido" e mesmo combatido para que "estes dois anos tenham rapidamente um final e que se termine este governo desastroso e a sua política seja substituída".

Nesse sentido, defendeu a "convocação de eleições que possam devolver a palavra ao povo português e com isso abrir a possibilidade de o povo português escolher uma política patriótica e de esquerda ao serviço de todos os portugueses e não apenas de alguns que ganham sempre".

Criticou ainda o "pacto de agressão" assinado com a 'troika' pelos partidos no Governo e pelo Partido Socialista, considerando que "para romper com esta política é indispensável rejeitar esse pacto".

"Não basta burilar algumas arestas, não basta alterar alguns pressupostos porque o seu conteúdo fundamental é no sentido de tornar o país cada vez mais dependente, cada vez mais atrasado e cada vez mais empobrecido", rematou.

As ações do PCP que assinalam os dois anos do governo de Pedro Passos Coelho vão ser hoje realizadas em todo o país e têm como mote "Dois anos de Governo PSD/CDS. Um caminho de desastre a que é preciso pôr fim".

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