Paulo Rangel anuncia esta noite que se vai candidatar à liderança do PSD

Anúncio, no Conselho Nacional do partido, acontecera "em quaisquer circunstâncias". À chegada garantiu que não tem medo de qualquer data e criticou Rio por querer pôr nas mãos de Costa o calendário das diretas no PSD.

Paulo Rangel vai anunciar esta noite a sua candidatura à presidência do PSD, no Conselho Nacional do partido, apurou o DN. Fonte próxima do eurodeputado social-democrata garantiu mesmo ao DN que esse anúncio acontecerá esta noite "em quaisquer circunstâncias".

À chegada ao Conselho Nacional, Rangel garantiu que não tem medo de qualquer data e lançou uma crítica imediata a Rio, embora tenha dito que não iria "diabolizar ninguém": "É estranho que o PSD ponha nas mãos do dr. António Costa o seu calendário interno. O PSD entrega ao dr. António Costa o supremo privilégio de escolher a data em que nós temos eleições. Isto não é normal." Manifestou-se ainda "muito tranquilo".

Rangel apresentar-se-á assim como adversário de Rui Rio para eleições diretas do PSD, que estão para já apontadas para o dia 4 de dezembro.

O Conselho Nacional do PSD esta reunido esta a quinta-feira um dos temas em discussão será precisamente essa data.

Apesar de a mesma ter sido avançada pela atual liderança. Rui Rio veio minutos depois afirmar em conferência de imprensa que não concorda com a marcação de diretas para esta altura, uma vez que existe a possibilidade de o Orçamento do Estado não ser aprovado o que levaria à mais que provável queda do governo e a eleições legislativas antecipadas.

Para o atual presidente do PSD, o partido deveria apresentar-se a essas hipotéticas eleições em "condições de normalidade", pelo que estar em processo de discussão de liderança ser-lhe-ia prejudicial.

Esta posição foi interpretada como uma forma de Rio tentar assegurar que seria o líder social-democrata em caso de eleições legislativas.

Os opositores de Rio - todos apoiantes de Paulo Rangel - lançaram-se num coro de críticas ao atual líder. Miguel Pinto Luz, que correu contra Rio em 2020, acusou-o mesmo de "golpe palaciano" e os que são próximos do eurodeputado social-democrata dizem que, com esta reviravolta o líder do PSD mostra "fragilidade" e está ciente de que "o partido já não está com ele".

Com RSF

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