Paulo Portas pede justiça e equilíbrio nas relações comerciais entre países da UE

O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, defendeu hoje que os acordos comerciais entre países europeus devem ser justos e equilibrados e que o modelo social europeu precisa de ser reformado para continuar a existir.

O governante português falava durante uma conferência organizada esta manhã pelo grupo parlamentar do Partido Popular Europeu (PPE), sobre "economia social de mercado", durante o congresso desta família política, que decorre em Dublin, na Irlanda.

"Só sairemos desta crise através de uma economia produtiva e das empresas", afirmou o também presidente do CDS-PP, que pertence ao PPE.

O centrista considerou que as pequenas e médias empresas precisam de ser "revalorizadas", porque "são essenciais à economia real", e que deve coexistir um interesse entre "o capital e o trabalho".

O presidente do CDS afirmou que os países europeus precisam de partilhar mais "os frutos do crescimento" e apelou a um maior equilíbrio nas relações comerciais entre países, embora não especificando.

"Hoje as empresas não são julgadas pela sua performance, mas pela sua nacionalidade", afirmou, repetindo uma mensagem por diversas vezes sublinhada pelos governantes portugueses.

Portas deixou ainda críticas ao setor financeiro, que disse ser co responsável pela crise: "Vamos sair desta crise através da economia real".

O vice-primeiro-ministro declarou ainda que não reformar o modelo social europeu é "vender ilusões", mas alertou para uma variável essencial, a demografia.

"Podemos ter excelentes políticas sociais, mas se o inverno demográfico continuar, tudo fica posto em causa", disse.

No final da conferência, Paulo Portas não quis prestar declarações aos jornalistas portugueses.

ATF // PGF

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