Paulo Portas e o caso dos vistos gold: "Não pensei demitir-me"

O vice-primeiro-ministro disse hoje, à saída da da audição na comissão parlamentar de Economia sobre a Operação Labirinto, que não ponderou demitir-se

O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, afirmou hoje que não pensou demitir-se do cargo depois da investigação relacionada com a atribuição de vistos 'gold' e da demissão de Miguel Macedo do Ministério da Administração Interna.

"Não, não pensei em demitir-me", declarou Paulo Portas à saída da audição na comissão parlamentar de Economia, que decorreu entre as 16:00 e cerca das 19:30.

Na audição, o deputado do PS Pita Ameixa tinha perguntado a Portas se tinha ponderado essa demissão. "A demissão de Miguel Macedo foi de natureza pessoal", disse nessa ocasião Paulo Portas, que reiterou não dever tecer qualquer comentário sobre o processo judicial em curso.

Nesta audição, Paulo Portas não esclareceu quantos postos de trabalho criou o investimento estrangeiro proveniente do programa de vistos 'gold'. "Quem é que cria mais postos de trabalho? A Remax ou o Bloco de Esquerda? É que eu acho que é a Remax, porque há pessoas que têm que projetar as casas, porque há pessoas que têm que construir as casas, porque há pessoas que têm que equipar as casas, porque há pessoas que têm que produzir materiais para que as casas possam existir, porque é preciso fazer a promoção, a reabilitação, a recuperação e a venda", afirmou Paulo Portas numa resposta à deputada do Bloco de Esquerda Cecília Honório.

A deputada questionou igualmente o vice-primeiro-ministro sobre o número de casas que foram construídas de raiz em resultado deste investimento, bem como quais foram os concelhos que mais beneficiaram com este investimento, dados que Paulo Portas também não forneceu.

O governante anunciou que o Governo vai dirigir-se em dezembro aos grupos parlamentares pedindo contributos para introduzir melhorias no programa de vistos gold, matéria para a qual pediu um "entendimento".

A Operação Labirinto, uma investigação relacionada com a atribuição de vistos 'gold', resultou na detenção de 11 pessoas, cinco das quais ficaram em prisão preventiva, embora três possam ver a medida convertida em pulseira eletrónica.

Hoje, a ministra da Justiça exonerou António Figueiredo, presidente do Instituto de Registos e Notariado, e a secretária-geral do Ministério da Justiça, Maria Antónia Anes. A nova ministra da Administração Interna, Anabela Rodrigues, também exonerou o diretor do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Manuel Jarmela Palos.

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