Passos volta a abrir a porta a aumento de impostos

Primeiro-ministro, em resposta a Heloísa Apolónia, diz que não se pode comprometer com o "não aumento" da carga fiscal face a um eventual chumbo do Tribunal Constitucional a normas em apreciação.

O primeiro-ministro recusou esta sexta-feira comprometer-se com o objetivo de não aumentar os impostos, mas salientou que o documento de estratégia orçamental (DEO) apresenta essencialmente uma consolidação pelo lado da redução da despesa.

Pedro Passos Coelho falava no debate da moção de censura do PCP ao Governo, na sequência da uma intervenção da deputada Heloísa Apolónia (PEV), questionando-o se admitia um aumento da taxa normal do IVA após uma decisão desfavorável do Tribunal Constitucional em relação a medidas orçamentais do Executivo.

"Não me posso comprometer com o não aumento de impostos na medida em que não sei se pode ou não ser necessário. Mas o Governo tem um quadro definido para intervir que está no DEO", assinalou o líder do Executivo.

Segundo Passos, a consolidação orçamental prevista no documento "será de 1400 milhões de euros" e "no essencial será feita à custa de redução da despesa pública setorial nos programas orçamentais e não à custa de receita", acrescentou.

Minutos depois, Heloísa Apolónia insistiu na tese de um eventual aumento do IVA, tema em que o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, foi parco em palavras. "O primeiro-ministro já falou abundantemente sobre impostos", respondeu.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG