Passos quer deixar "economia provinciana" para apostar numa "cosmopolita"

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, garantiu hoje que Portugal sabe bem qual é a economia que quer construir para futuro, que será "conduzida por fatores competitivos", deixando "uma economia mais provinciana para uma mais economia mais cosmopolita".

Pedro Passos Coelho discursava hoje em Matosinhos, durante a cerimónia de inauguração das novas instalações da Porto Business School, tendo deixado "claro" que há um "projeto nacional amplamente partilhado" sobre o que o país quer "fazer para futuro" e qual é a economia que quer construir.

"Queremos que cada vez mais seja uma economia conduzida por fatores competitivos, que nos permitam disputar o mercado interno em termos europeus e a economia global. Deixar, portanto, uma economia mais provinciana para uma mais economia mais cosmopolita", defendeu.

O primeiro-ministro defende, por isso, "uma economia menos centrada nos setores protegidos de mercado interno mas mais exposta ao mercado externo", considerando que este "é o grande objetivo para Portugal".

Passos Coelho respondia assim a "observações um pouco ansiosas que dão conta da grande desorientação estratégica que predomina para futuro", como se todo o "projeto se esgotasse um pouco em vencer a emergência económica e financeira" e não se soubesse, no pós-troika, o que fazer para o futuro.

"Ao longo de vários anos várias economias europeias foram evidenciando uma perda de competitividade que, a persistir, poderiam pôr em causa até, no médio prazo, a viabilidade da União Europeia e do Euro. São vários os países hoje, no espaço europeu, que têm uma consciência plena de travar essa perda de competitividade", enfatizou.

O governante falou ainda de um "quadro bastante mais otimista do que aquele que se previa há meio ano atrás", em que os indicadores importantes mostram que a economia "encetou já um processo de inversão de tendência", que permitirá, em 2014 e nos anos subsequentes, "retomar um caminho de crescimento que esperamos que seja um crescimento sustentável".

"Numa altura em que esses sinais já não são uma mera adivinhação ou simplesmente resultado do otimismo voluntarista de quem quer contagiar os agentes económicos e a sociedade portuguesa com a viragem económica que é pretendida, correspondem já a observações muito concretas do nível de atividade, é importante que nós nos possamos comprometer com o objetivo de ter uma economia mais competitiva e mais aberta", sublinhou.

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