Passos propõe "convergências" e fica a falar sozinho

António José Seguro voltou a deixar sem resposta apelos do PSD e do Governo para "convergências" futuras.

Em mais um debate quinzenal na Assembleia da República, Luís Montenegro, chefe da bancada 'laranja', iniciou as 'hostilidades' propondo ao PS que "convirja" com a maioria em "matérias fundamentais", como os limites a prazo da despesa pública primária, fundos comunitários, reformas estruturais e investimento público.

Logo a seguir, o primeiro-ministro reincidiria, com os mesmos temas, porque é preciso "impulsionar a nossa expectativa de recuperação sustentada para futuro".

António José Seguro, na resposta, deixaria tanto Montenegro como Passos sem resposta, antes preferindo salientar, por exemplo, que "o Governo nunca procurou contributo do PS para que pudesse ser um mapa judiciário estável", razão pela qual já prometeu que reabrirá se for primeiro-ministro os tribunais que agora estão ameaçados de encerramento.

Os últimos números sobre crescimento e emprego marcaram a troca de argumentos entre o PS e os representantes da maioria.

Seguro salientou que a recessão em 2013 foi 0,4 pontos percentuais superior às previsões governamentais (passou de 1,0% do PIB para 1,4%). Passos respondeu que o desvio foi muito menor do que o apontado por algumas previsões feitas ao longo de 2013 (chegou a ser sugerido poderia chegar a 2,3%).

Na questão do emprego, Passos também salientou que houve em 2013 uma criação liquida de 120 mil postos de trabalho, respondendo Seguro que isso se deveu muito à emigração e a, por outro lado, criação de 25 mil postos de trabalho no Estado, com programas ocupacionais e estágios.

Indiretamente, Passos também aproveitou para desautorizar o ministro da Economia, Pires Lima, que em tempos falou em "milagre económico". "Não é minha [essa expressão]e o Governo não faz esse discurso", insistiu.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG