Passos não revela onde fará cortes de quatro mil milhões

Seguro insistiu em saber, ultrapassado o prazo definido pelo Governo, onde vão ser feitos cortes nas funções sociais do Estado. Mas primeiro-ministro evitou a resposta. Mais tarde admitiu que está "à procura dessas medidas"

[atualizado às 16.20, com resposta de primeiro-ministro a deputada dos Verdes]

O líder socialista insistiu, esta tarde, no debate quinzenal, em trazer a debate "mais de um milhão de desempregados" - para quem o primeiro-ministro "não teve uma palavra", como apontou Seguro - e em conhecer medidas concretas do Governo para combater o desemprego. Mas Passos Coelho preferiu responder que só reformas estruturais da economia poderão levar à criação de emprego. "E é isso que nós estamos a fazer."

António José Seguro insistiria noutra intervenção em conhecer a vontade do Governo cortar quatro mil milhões de euros. "Mantém ou não a sua vontade" em fazer esse corte na saúde e escola públicas e na segurança social, questionou o secretário-geral do PS. Como resposta obteve o silêncio do primeiro-ministro, facto registado por Seguro. "Nem uma resposta sobre os cortes."

Mais tarde, Passos Coelho - em resposta a nova interpelação direta da deputada ecologista, Heloísa Apolónia - prometeu que trará, "a seu tempo, ao Parlamento", as medidas sobre cortes de quatro mil milhões de euros. "Estamos à procura dessas medidas", afirmou. Apesar de o próprio Executivo ter prometido esses cortes para o mês de fevereiro.

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