Passos garante ter cumprido "obrigações legais"

Gabinete do primeiro-ministro diz que Pedro Passos Coelho está disponível para colaborar com a investigação do Ministério Público

O gabinete do primeiro-ministro garantiu esta quinta-feira, ao DN, que Pedro Passos Coelho "mantém a convicção de que sempre cumpriu com as suas obrigações legais".

Isto é, de que não terá acumulado o ordenado de deputado em exclusividade, entre 1995 e 1999, com outros rendimentos do Centro Português para a Cooperação (CPC), uma Organização Não Governamental ligada à empresa Tecnoforma, da qual Pedro Passos Coelho foi administrador.

"O primeiro-ministro não foi contactado por nenhuma investigação. Se o for, colaborará naturalmente, mantendo sempre a conviccção de que cumpriu com as suas obrigações legais", declarou fonte oficial do gabinete de Pedro Passos Coelho.

Segundo uma denúncia anónima que chegou ao processo da Tecnoforma, que corre no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), e que foi revelada esta quinta feira pela revista Sábado, enquanto presidente do CPC, Passos Coelho terá recebido cinco mil euros por mês (mil contos) como forma de remuneração pelos seus serviços, isto é, contatos políticos para a obtenção de concursos para a formação.

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