Passos expressa "repúdio pela violência"

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje que o sentimento nacional em relação aos confrontos de quarta-feira no parlamento é de "repúdio pela violência que alguns quiseram utilizar" e de "reconhecimento" pela forma como a polícia interveio.

Passos Coelho, que falava em conferência de imprensa no Palácio de Belém, no âmbito da visita a Portugal do Presidente da Colômbia, destacou que o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, já afirmou, "em nome do Governo", que há uma "diferença entre o exercício do direito à manifestação e a utilização, por profissionais de desordem e de violência, dessas manifestações para mostrar ao mundo e aos portugueses uma reação de violência que não é de Portugal nem dos portugueses".

O primeiro-ministro acrescentou que Miguel Macedo "esteve bem quando elogiou a forma como a polícia se comportou perante essa circunstância".

"É importante como mensagem para futuro que todos saibam que somos um povo tolerante, um povo de diálogo e de negociação, que preserva as liberdades mas que tem linhas vermelhas. E quando essas linhas vermelhas são ultrapassadas é obrigação dos órgãos de soberania, e neste caso também das polícias, atuarem de forma proporcionada e adequada para desincentivar quaisquer abusos no futuro e para manter a ordem no presente", afirmou.

"Creio que essa imagem ressaltou ontem [quarta-feira] bem de todas as reportagens que as televisões emitiram e creio que o sentimento nacional é não só de repúdio por essa violência que alguns quiseram utilizar, mas também de reconhecimento pela forma como a polícia interveio de modo a fazer o que lhe compete, que é mostrar que há comportamentos que não são toleráveis numa sociedade tolerante e democrática", acrescentou.

Elementos do corpo de intervenção da PSP carregaram quarta-feira ao final da tarde sobre alguns manifestantes que se concentravam em frente à escadaria da Assembleia da República, depois de terem sido apedrejados e os mandarem, sem êxito, dispersar.

Dos confrontos resultaram várias dezenas de feridos, entre manifestantes e polícias, e, de acordo com a PSP, na detenção de sete adultos e na identificação de um menor por crimes de resistência e coação, desobediência e posse de arma proibida.

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