Passos diz que é preciso "mexer" nas regras de crédito à habitação

O presidente do PSD e primeiro-ministro, Passos Coelho, afirmou hoje que é preciso "mexer" nas condições dos contratos de crédito à habitação, nomeadamente evitando o aumento dos 'spreads' quando é pedida autorização ao banco para arrendar a casa.

Num encontro com os Trabalhadores Sociais-Democratas, Passos Coelho declarou que "o Governo a seu tempo intervirá no processo e não deixará participar nessa matéria".

"Temos de mexer nestas condições. Terá que se trabalhar bem para ver como é que isto se faz, em respeito, evidentemente por quem emprestou dinheiro, pela propriedade, com certeza que sim, mas há coisas que têm mesmo de mudar na maneira como nós funcionamos", afirmou Pedro Passos Coelho.

O líder social-democrata e Chefe do Governo referiu que o vice-presidente do PSD e deputado Pedro Pinto falou consigo sobre "a possibilidade de apresentar alterações às condições em que os contratos e financiamento para habitação poderão vir a acolher".

Apesar de afirmar não querer referir-se "em particular a nenhuma delas", porque são iniciativas dos deputados, declarou que "o Governo a seu tempo intervirá no processo e não deixará participar nessa matéria".

Contudo, considerou desde logo que há uma questão "muito pertinente" que lhe foi colocada por Pedro Pinto, a de alguém que tem um empréstimo de habitação, tem uma oportunidade de trabalho longe do sítio onde mora e não consegue vender a casa para "agarrar" essa oportunidade.

"Ninguém lhe compra a casa, o mercado hoje não o permite, perde oportunidade de emprego para ficar à espera do dia em que não tem dinheiro para pagar o empréstimo da casa ou pede autorização ao banco para poder arrendar aquela casa e desloca-se em busca de uma oportunidade de trabalho", descreveu.

"Mas é que se hoje o fizer [pedir autorização ao banco para arrendar a casa], há bancos que aproveitam esta oportunidade para subir os 'spreads' dos juros. Acham que há uma modificação do contrato, paga mais. Não ajuda, nós queremos que as pessoas se possam mover em direção às oportunidades e depois há barreiras que nos prendem, que não deixam", acrescentou.

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