Passos desafia PS para um "memorando de confiança"

Moção do líder do PSD ao congresso diz que é preciso uma solução que "acautele" regresso de Portugal aos mercados.

Depois do memorando com a troika, Pedro Passos Coelho quer ver assinado um "memorando de confiança" entre os partidos do governo, PSD e CDS, o maior partido da oposição, o PS, e os parceiros sociais. O objetivo deste entendimento, segundo a moção (ver documento) que o líder do PSD leva ao 35º. Congresso do partido, passa pelo entendimento quanto a um novo "contrato de responsabilidade colectiva, que permita actuar sobre estratégias de crescimento e de emprego sustentáveis e que, simultaneamente, ajude a reequilibrar o esforço e a partilha de benefícios intertemporais entre as diversas gerações"

O texto da moção de Pedro Passos Coelho, que se recandidata à liderança do PSD, não responde, claramente, à pergunta "e depois da "troika": há ou não programa cautelar?". O líder, sobre esta matéria, dá a entender que prefere manter um acompanhamento externo - ainda que não seja tão rígido - ao afirmar que "o pós-troika pressupõe um fecho do programa que acautele o processo de transição para pleno acesso a financiamento de mercado". Porém, acrescenta logo em seguida, é "prematuro fazer qualquer exercício de ponderação sobre tais condições objectiva". Em Maio, logo se verá.

Mas, para além da questão da supervisão financeira do pós-troika, Pedro Passos Coelho considera na sua moção ao 35º. Congresso do PSD que há questões de política interna a necessitar de resolução, como um compromisso entre os "partidos do arco da governação" (PSD, PS e CDS) e os pareceiros sociais, o qual se traduzirá num "memorando de confiança". Este, continua o líder do PSD, terá como objetivo um novo contrato social, designado por Passos Coelho por "um novo contrato de responsabilidade colectiva", o qual "permita actuar sobre estratégias de crescimento e de emprego sustentáveis e que, simultaneamente, ajude a reequilibrar o esforço e a partilha de benefícios intertemporais entre as diversas gerações".

Os socialistas são ainda invocados por Passos Coelho, quando o presidente do PSD garante "redobrar" o seu "emprenhamento" junto do CDS e do PS "para conseguir mobilizar uma estratégia de maior aproximação e consensualização das reformas a executar nos próximos anos".

Prometendo baixa de impostos, provavelmente em 2015, para as empresas e famílias, Pedro Passos Coelho promete ainda incentivos ao nível da fiscalidade, e da compatibilização entre o trabalho e a vida familiar, para incentivar a natalidade. Este tema, ao qual o presidente do PSD dedica um capítulo na sua moção, será mesmo, de acordo com o documento, elevado a questão "estratégica nacional".

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