Passos concentra críticas aos socialistas

Passos Coelho regressou à campanha do PSD para rejeitar que haja problemas na relação com a troika, apesar das críticas públicas de ministros e dirigentes sociais-democratas ao FMI durante o dia.

"O nosso grande objetivo é prosseguir o rumo que temos traçado de controlar as contas públicas e gastar de acordo com as possibilidades do país", apontou o presidente do PSD e primeiro-ministro, num jantar-comício de apoio à candidatura a Barcelos de uma coligação PSD/CDS.

Este objetivo foi enunciado num parágrafo dedicado aos socialistas, mesmo que Passos Coelho não tenha nomeado o PS de António José Seguro. "Às vezes, a oposição diz que devia gastar ainda mais, parece que ainda hoje [ontem] fizeram essa afirmação que o défice para o próximo ano devia ser, pelo menos, de 5%. Se pudesse ser mais, melhor, mas pelo menos 5%! Exatamente os mesmos que nos acusam de não atingir as metas e de estarmos a fragilizar o país, por a dívida ainda estar a aumentar em vez de estar diminuir por excesso de despesa, os mesmos! É uma coisa extraordinária."

O que aí vem é uma política de continuidade. Sem "baixar impostos a curto prazo", afirmou, num momento em que se abre a porta à descida do IVA na restauração. Sem "pedir facilitismos e falta de rigor", como "os mesmos" pedem, e sem "falsas questões" ou "ilusões". "Falando verdade", insistiu, porque "estes tempos são tempos de uma nova cultura política". "Hoje o país sabe que a riqueza que foi exibida foi uma falsa riqueza", insistiu. Para recusar entrar no discurso do eleitoralismo fácil, como já tinha dito na segunda-feira em Viseu.

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