Governo reúne de emergência. Cafés no postigo podem acabar

Agravamento da pandemia em Portugal leva Governo a reunir de emergência esta segunda-feira.

O primeiro-ministro convocou para esta segunda-feira uma reunião de emergência do Conselho de Ministros.

A reunião ainda não tem nem sítio nem hora marcada - e até poderá ser apenas electrónica.

O Executivo discutirá o agravamento da situação pandémica em Portugal.

Segundo o jornal Público, um das medidas em ponderação é acabar com os cafés servidos ao postigo.

Numa visita este domingo ao Hospital Garcia de Orta (Almada), a ministra da Saúde admitiu que a mentalidade das pessoas mudou em relação a março, sublinhando que as regras do confinamento são semelhantes, e apelou à responsabilidade individual para ajudar os profissionais de saúde.

"E não vale a pena dizer que são as exceções que justificam os comportamentos. O número de exceções que temos hoje é semelhante ao de março; a mentalidade das pessoas, a reação das pessoas é que é diferente."

Marta Temido admitiu que viu com preocupação a forma como os portugueses se comportaram no primeiro fim de semana, desde que entrou em vigor o novo confinamento geral.

"E não vale a pena dizer que são as exceções que justificam os comportamentos. O número de exceções que temos hoje é semelhante ao de março; a mentalidade das pessoas, a reação das pessoas é que é diferente", considerou.

A ministra da Saúde foi mais longe, referindo que parece haver até um "menor incómodo face aos óbitos, face aos internamentos, face aos contágios" e isso, acrescentou, "não é compatível" com o combate à pandemia da covid-19.

Fazendo um ponto da situação em que todo o sistema de Saúde está "muito próximo do limite", a governante aproveitou a presença dos jornalistas para pedir o apoio dos portugueses.

"Pode ser necessário ir mais longe no fechamento de atividades que ainda ficaram abertas, se for necessário, como sinal à sociedade."

"Por favor, fiquem em casa, cumpram e façam cumprir aos outros que estão à vossa volta, porque, senão, não vamos conseguir enfrentar isto", disse.

Este domingo, numa visita ao Hospital de Santa Maria, o Presidente da República já tinha admitido um agravamento de medidas, considerando que o confinamento não está a ser levado a sério.

"Pode ser necessário ir mais longe no fechamento de atividades que ainda ficaram abertas, se for necessário, como sinal à sociedade", declarou Marcelo Rebelo de Sousa. "Se for preciso reponderar medidas, o Governo naturalmente terá o apoio do Presidente da República", disse ainda.

O Conselho de Ministros aprovou no passado dia 13 novas medidas para controlar a pandemia de covid-19, entre as quais o dever de recolhimento domiciliário, que entraram em vigor às 00:00 de sexta-feira passada.

Portugal contabilizou este domingo 152 mortes relacionadas com a covid-19 nas últimas 24 horas, e 10 385 novos casos de infeção com o novo coronavírus, segundo a DGS.

Entre as medidas estão restrições à circulação da população, obrigatoriedade do teletrabalho e encerramento do comércio, com exceção dos estabelecimentos de bens e serviços essenciais. As escolas permanecem abertas em todos os níveis de ensino mas os centros de apoio ao estudo encerraram.

As regras gerais passam por ficar em casa, limitar os contactos ao agregado familiar, reduzir as deslocações ao essencial, usar máscara de proteção, manter o distanciamento físico, lavar as mãos e cumprir etiqueta respiratória.

Portugal contabilizou este domingo 152 mortes relacionadas com a covid-19 nas últimas 24 horas, e 10 385 novos casos de infeção com o novo coronavírus, segundo a DGS.

O boletim epidemiológico indica ainda que estão internadas 4889 pessoas, mais 236 do que no sábado, das quais 647 em cuidados intensivos, ou seja, mais nove, novos máximos em ambos os casos.

Desde o início da pandemia, em março de 2020, Portugal já registou 8861 mortes associadas à covid-19 e 549 801 infeções pelo vírus SARS-CoV-2, estando este domingo ativos 134 011 casos, mais 5846 do que no sábado.

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