O voto pode reduzir o vosso descontentamento

Numa visita a contra-relógio à feira de Évora, Marisa Matias ouviu muitas palavras de descontentamento dos vendedores. "Estamos fartos de políticos, são todos iguais", diziam.

Um reformado a quem o dinheiro não chegava para pagar o lar da mulher e por isso, com 80 anos, tinha de continuar a vender na feira; uma mulher a quem a pensão não chegava para pagar os remédios para a asma; o outra, há ano e meio desempregadae, principalmente, muitas palavras de desagrado com a política e os políticos.

Não foi uma arruada fácil, a de Marisa Matias, ao final desta manhã, na feira de Évora. A cabeça de lista do Bloco de Esquerda (BE) bem que tentava convencer os vendedores mais cépticos que era "preciso mudar isto", mas sem sucesso. "É normal esta reação, as pessoas andaram a ser enganadas. Prometeram-lhes que faziam sacrifícios, mas a vida ia melhorar. Mas nada disso aconteceu", comentava no final da visita.

Marisa entende que "é muito importante combater esta abstenção. "É preciso que as pessoas percebam que podem usar o seu voto para reduzir o descontentamento". Uma "das mais graves consequências da austeridade foi afastar as pessoas da decisão política e da sua própria capacidade de decisão. E isso tem que ser combatido", sublinhou.

A candidata do BE lamentou que alguns partidos, como o PSD, CDS e PS, não andem a "ouvir o que as pessoas têm a dizer" sobre o que a crise lhes causou. "É obrigação de todos os candidatos, de todos os partidos, contactarem o país, ouvirem as pessoas", assinalando que "é isso que o BE está a fazer.

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