Exclusivo O que vai mudando nas sondagens para que quase tudo fique na mesma

Há uma troca de território no PS, mas os mais velhos mantêm-se fiéis. O PSD está por baixo, mas não é por falta de estabilidade. E o bloco central mantém a força, apesar das ambições dos mais pequenos à esquerda e à direita.

As opções políticas dos portugueses são mais estáveis do que aquilo que às vezes parecem indicar as projeções de voto das sondagens. Tem sido assim nos últimos meses, como se percebe pelas sucessivas sondagens da Aximage para o DN, JN e TSF. É verdade que há partidos que acusam desgaste (com destaque para o CDS), da mesma forma que há partidos em fase de crescimento (Chega e Iniciativa Liberal). Mas também é certo que os dois partidos centrais do sistema continuam a valer os mesmos dois terços que somavam nas legislativas de 2019 (com o PS um pouco mais forte nesta fase e o PSD mais fraco).

No entanto, e para além das projeções de resultados, nos barómetros mensais abunda informação que ajuda a medir a temperatura política, a identificar padrões e a descortinar algumas mudanças. É possível traçar o perfil dos eleitores de cada partido: se são novos ou velhos, pobres ou mais abastados, em que região vivem e qual a sua faixa etária, se há preferências de género, como é que o apoio destes segmentos está a evoluir, se são alterações momentâneas ou se correspondem a mudanças prolongadas.

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