Exclusivo O que esperar do segundo mandato de Marcelo? Mais Marcelo

Presidente da República parte reforçado para um mandato particularmente exigente, marcado pela pandemia e que terá pelo meio umas eleições legislativas.

Apontou-se o cenário de uma segunda volta, uma abstenção na casa dos 70%, o efeito da dispersão do voto à direita e do voto útil, à esquerda, em Ana Gomes. Nada disso se confirmou: Marcelo saiu das eleições do último domingo reforçado por mais 122 mil votos, um aumento percentual de nove pontos, uma votação e um fosso para o segundo candidato mais votado só batido na reeleição de Mário Soares. Um presidente com força reforçada, perante um Governo minoritário que joga o seu destino a cada orçamento do Estado, num contexto político, social e económico imprevisível como nunca.

Que papel jogará Marcelo Rebelo de Sousa neste segundo mandato? António Costa Pinto, investigador coordenador no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, não espera diferenças abissais do Presidente da República que os portugueses viram nos últimos cinco anos. "Não vamos conhecer outro Marcelo. É pouco provável que haja alterações significativas" no estilo e na intervenção pública do chefe do Estado, antecipa. Ou seja, um Marcelo igual a si próprio, mas em superlativo, com um "ritmo discursivo muito intenso e uma monitorização da vida pública e da atividade do Governo muito intensa" - "Vai estar mais no centro da vida política portuguesa".

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