"O PS defende uma espécie de austeridade 'fofinha""

Numa sala repleta de jovens estudantes, Marisa Matias deu uma 'lição' sobre o que defende o BE para a Europa e para o país

O momento mais esperado do dia foi encontro com os estudantes da Escola Profissional de Salvaterra de Magos, localidade onde, até às últimas eleições autárquicas o Bloco de Esquerda (BE) reinou durante dois mandantos na presidência da Câmara. Mas a sessão acabou por revelar que a afável Marisa Matias, que de manhã abraçou e conversou com os formandos do Centro de Reabilitação e Integração Torrejano, em Torres Novas, também é determinada e combativa em defesa das suas ideias.

"Só em ditadura não há alternativas, em democracia há sempre", afirmou, depois de explicar quais eram as soluções que o BE preconizava para o desenvolvimento económico do país, que não passassem pela política de austeridade. No público estava uma professora que desafiou Marisa a dizer o que faria se tivesse ganho as eleições em 2011. "Renegociar a dívida, que todos sabem que mais tarde ou mais cedo vai ter que acontecer. E quanto mais tarde pior. Acabar com as Parcerias Público Privadas", foram algumas dessa opções.

Um aluno do curso de contabilidade perguntou o que distingue o BE de outros partidos que o fizessem votar nele. "Quanto ao que nos diferencia da direita é a política de austeridade; quanto ao PS, defende uma espécie de austeridade 'fofinha', com algumas medidas semelhantes à direita, ao que também nos opomos; em relação ao PCP temos mais pontos em comum, mas o PCP às segundas, quartas e sextas defende a saída do euro e às terças e quintas a continuação. Nós achamos que não vale a pena criar falsas ilusões e que nada disto se resolve à escala nacional".

O final de tarde foi junto ao Tejo, no cais do Castelo de Almourol, para falar de Ambiente e da política de gestão de água. "É preciso pensar o Tejo no seu todo, como uma enorme bacia hidrográfica, com todos os seus afluentes e temos de atuar a nível europeu, não só a nível nacional", sublinhou Sara Cuca, dirigente da associação ambiantalista 'Protejo'.

Marisa Matias lembrou que a "União Europeia já foi campeã das políticas ambientais, mas com a crise essas preocupações foram afastadas e abandonadas". A candidata do BE destacou que "não há nenhum modelo de desenvolvimento com futuro sem ter em conta as preocupações ambientais".

Antes de voltar ao carro, rumo a Tomar onde se realiza um comício-festa esta noite, Marisa não resistiu a tocar a serena água do Tejo e aproveitar o cenário para uma requerida sessão fotográfica dos repórteres que a acompanham.

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