"O povo vai votar e o Seguro vai ganhar"

Populares interrompem discurso do líder socialista, com gritos de apoio, e deram o mote para o apelo final de Seguro ao voto. "Sou apenas a vossa voz". Arruada e jantar-comício no fecho da campanha em Gaia.

Em Gaia, no pavilhão de Vila D'Este, havia quem estivesse a ouvir o relato do jogo em Lisboa (e os golos de Sporting-FC Porto foram festejados), mas António José Seguro teve - no seu jantar-comício de encerramento - uma multidão de mais de 1200 pessoas atenta ao discurso que fez durante a campanha para as eleições primárias do PS, no próximo domingo. Atenta e empolgada, que acabaria por interromper por duas vezes o líder socialista com gritos de incentivo. E um deles serviu de mote para o apelo final ao voto no dia 28.

"O povo vai votar e o Seguro vai ganhar", levantaram-se as pessoas. E o secretário-geral do PS agarrou a deixa. "É preciso que o povo vá votar, que todos vamos votar", disse, para recuperar o provérbio popular de que "até ao lavar dos cestos, é a vindima". "O povo vai votar, não é para Seguro ganhar, é para Portugal ganhar", afirmou. Para rematar: "Sou apenas a vossa voz."

O jantar - onde contou com muitos dirigentes do partido, como o líder parlamentar, Alberto Martins, o presidente da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, o eurodeputado Francisco Assis e o seu mandatário e presidente da Associação de Municípios, Manuel Machado - foi antecedido por uma curta arruada pelo bairro de Vila D'Este, já a noite tinha caído.

Os bombos que acompanhavam a comitiva foram chamando pessoas às janelas dos prédios, com alguns populares a saudar Seguro, que retribuia, pelo meio de conversas, abraços e beijinhos com quem se cruzava.

Quase parecia uma campanha para eleições legislativas, mas estas primárias só elegem o candidato socialista para primeiro-ministro. "Queremos fazer uma boa vindima", antecipou Seguro.

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