Nuno Graciano: "Lisboa é uma cidade muito suja"

Na viagem de elevador que fizemos com o candidato à presidência da Câmara Municipal de Lisboa pelo Chega descobrimos que vive em Cascais e que desconhecia bairros da capital onde a população se queixa de insegurança e falta de limpeza.

Mora em Lisboa?

Não. Nasci em Lisboa, nasci em Santa Maria de Belém, aliás julgo que dos candidatos todos sou o único que nasci em Lisboa. Nasci em Lisboa e moro em Cascais. Mas faço grande parte da minha vida em Lisboa, já há muitos anos.

Se for eleito presidente da Câmara Municipal de Lisboa, qual é a primeira coisa que muda na cidade?

Segurança. É muito importante a segurança. Tenho vindo a fazer algumas ações de campanha e acho que Lisboa tem dois problemas fundamentais, são recorrentes as queixas das pessoas. Uma delas é a segurança: existem verdadeiros guetos em Lisboa onde nem a polícia entra. Eu desconhecia. Achei que era uma coisa muito mais dos filmes dos Estados Unidos do que uma realidade que a cidade tem. E limpeza. Ao contrário do que nós imaginamos, se sairmos das zonas mais públicas ou mais turísticas, Lisboa é uma cidade muito suja. As pessoas queixam-se muito da sujidade da cidade.

O concelho de Lisboa ganha ou perde por ser simultaneamente a capital e a sede do governo?

Ganha por um lado, perde por outro. Ganha porque na verdade está tudo muito centralizado em Lisboa, perde porque acaba também por sofrer desse mesmo mal. Eu acho que podemos - mas não me cabe a mim decidir - descentralizar um bocadinho a cidade.

O que é que não pode prometer aos lisboetas?

Não posso prometer resoluções muito rápidas de problemas. É preciso dar tempo ao tempo, percebermos bem quais são as prioridades e aqueles chavões... Aliás, se repararem, ainda não há chavões da minha campanha "prometo que faço", "prometo que digo" e "é para ontem". Nada disso vai acontecer. Estou rodeado de uma belíssima equipa que tem auscultado os problemas da cidade. É atrás desses problemas que nós vamos. E vamos dando prioridade àqueles que acharmos que devem ser prioritários.

Se for eleito presidente da Câmara Municipal de Lisboa, isso será um meio ou um fim na sua carreira política?

Um meio. Quando me meto nas coisas gosto de me meter durante anos. Foram 30 anos de televisão e agora esta vida política - de que eu sempre gostei imenso, sempre [estive] de alguma forma ligado à política. Gosto imenso de política. E ainda por cima estando no partido onde estou, acho que é um meio. Para já para cumprir um mandato, depois para cumprir outro e depois logo se vê.

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